México quer relação normal com China após repatriação de mexicanos

México, 6 mai (EFE).- O México quer retomar o mais breve relações absolutamente normais com um parceiro tão importante como a China, depois que hoje foram repatriados 141 mexicanos do país asiático diante do temor do vírus A (H1N1) da gripe suína, informaram fontes oficiais.

EFE |

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

Em entrevista coletiva, o vice-ministro das Relações Exteriores mexicano, Juan Manuel Gómez Robledo, disse que "são muitos os temas" que unem o México a um país "tão importante quanto a China", por isso se mostrou firmemente convencido de que os "desencontros" atuais serão superados.

A tensão entre os dois países começou na semana passada, depois que a China confinou em hotéis dezenas de cidadãos mexicanos, alguns dos quais chegaram hoje ao México e se mostraram críticos ao tratamento recebido em Pequim, Xangai e Hong Kong estes dias.

As reações do Governo chinês, que foram qualificadas de discriminatórias pelo México, surgiram depois que, em 23 de abril, as autoridades mexicanas decretaram uma emergência epidemiológica pela gripe suína, que deixou no país 42 mortos e 1,070 mil contagiados.

Hoje, chegou a este país um avião da Aeroméxico com mexicanos que estavam confinados na China, e ontem um voo com cerca de 100 chineses decolou rumo ao país asiático, devido ao temor de possíveis contágios da gripe suína.

Gómez Robledo disse que, entre os dois países, existe "um capital político muito importante que permitirá superar a situação" que gerou a epidemia dessa gripe.

Em relação ao tratamento recebido em alguns outros países por pessoas confinadas e produtos mexicanos que tiveram a entrada negada, o alto funcionário disse confiar em que os países "irão corrigindo progressivamente" essas restrições porque são injustificadas.

O funcionário falou assim sobre a suspensão de voos a partir e para o México, as dificuldades impostas às exportações mexicanas de carne de porco à Bolívia, Equador e Honduras e mais cinco países, entre outros atos.

Além disso, o funcionário da Chancelaria pediu que sejam atendidos os ditames da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e da Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE), contrários nos três casos às restrições impostas. EFE act/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG