México punirá empresa que não parar em meio a surto de gripe

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O governo do México ameaçou na sexta-feira multar ou interditar as empresas que recusarem-se a fechar as portas entre 1o e 5 de maio, como forma de conter a difusão de um novo tipo de gripe que já matou até 176 pessoas no país. O presidente Felipe Calderón determinou na quinta-feira que todas as atividades não-essenciais, públicas e privadas, parem durante cinco dias, aproveitando a sequência de feriado de sexta-feira (Dia do Trabalho) e de terça-feira que vem (Batalha de Puebla, festa nacional).

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Mas uma importante associação empresarial disse que muitas fábricas pretendem desafiar a medida, e mexicanos autônomos de baixa renda também não pretendem parar na segunda-feira e terça-feira.

O Ministério do Trabalho disse que inspetores vão fiscalizar empresas que estejam funcionando, e o procurador-geral trabalhista do país disse que as empresas que desrespeitarem a ordem de fechamento podem ser multadas e até interditadas pela polícia.

"Multas serão aplicadas imediatamente", disse o procurador Joaquin Blanes à Reuters. As multas podem chegar a centenas de milhares de dólares.

A epidemia do vírus H1N1, que mistura material genético de gripes suína, aviária e humana, começou há uma semana no país, mas na sexta-feira o governo disse que o surto pode estar sendo controlado.

(Reportagem de Jason Lange)

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