México prevê que dano na economia por gripe pode ser ainda maior

México, 5 mai (EFE).- O México estimou hoje que seu Produto Interno Bruto (PIB) pode ter contração de entre 0,3 e 0,5 ponto adicional devido à epidemia de gripe suína, que obrigou a aprovação de medidas de apoio fiscal de US$ 1,312 bilhão para empresas.

EFE |

Segundo o último boletim da Secretaria (Ministério) de Saúde, até o momento a epidemia no México deixou 26 mortos e outras 840 pessoas infectadas.

O temor de uma queda maior do PIB por culpa do vírus aumentou depois que o turismo e o transporte foram abalados pela gripe, e que os restaurantes da capital precisaram parar suas atividades para evitar maiores contágios.

Como forma de atenuar o impacto em um ano difícil para a economia, com estimativas de contração de entre 3,3% e 5,3% segundo o Governo e o banco central, respectivamente, o Executivo anunciou medidas de apoio fiscal no valor de 17,4 bilhões de pesos (US$ 1,312 bilhão) para as empresas.

O secretário (ministro) da Fazenda, Agustín Carstens, disse que se prevê perdas de 30 bilhões de pesos (US$ 2,266 bilhões) em consequência da atual epidemia.

Fora isso, o Governo espera uma redução de 10 bilhões de pesos (US$ 757 milhões) na receita tributária, devido ao esfriamento da economia agravado pelo surto do vírus.

Amanhã, está previsto que retomem suas atividades os restaurantes da capital, que segundo fontes do setor perderam 1,2 bilhão de pesos (US$ 87 milhões) desde que em 29 de abril foram obrigados a vender apenas comida para entregas.

A medida e o paulatino retorno às aulas, que acontecerá entre 7 e 11 de maio, são algumas das decisões tomadas para a normalização plena das atividades no México.

Além das decisões que as autoridades mexicanas tomaram em seu território, o Governo mexicano mantém outras contra a discriminação a produtos suínos e cidadãos de seu país no exterior.

Entre as primeiras, como destacou o secretário (ministro) de Economia, Gerardo Ruiz Mateos, está a de pedir à Organização Mundial do Comércio (OMC) o fim de restrições injustificadas a produtos suínos procedentes do México.

"Não permitiremos que sejam impostas medidas injustificadas às exportações mexicanas e defenderemos o espaço que a qualidade de nossos produtos merece no mundo todo", afirmou o titular da Secretaria de Economia esta manhã.

Até o momento, Bolívia, Equador, Honduras, China, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Azerbaijão mantêm restrições comerciais a produtos suínos.

O presidente Felipe Calderón afirmou que o país "defendeu toda a humanidade da propagação do vírus" da gripe e demonstrou "sua capacidade de assumir não só do destino próprio, mas também dos demais".

"Esta não é a primeira vez que o México foi submetido a um teste tão difícil, nem será a última. Mas são as adversidades as que formam o caráter dos povos e das pessoas", afirmou o chefe de Estado, convencido de que o país sairá fortalecido da epidemia.

Os números acompanham as autoridades mexicanas, que desde ontem mantêm em 26 a quantidade de mortos e afirmam que há seis dias não registraram nenhuma vítima no México, segundo o último boletim.

O secretário (ministro) de Saúde, José Ángel Córdova, detalhou que o México conta com uma reserva de tratamentos antivirais suficiente para a epidemia, parte da qual foi adquirida devido à gripe aviária e outra será recebida de doações de vários países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que há 1.490 casos da gripe divididos por 21 países, que até o momento deixaram 30 mortos.

Na maioria dos países os casos são leves, mas houve alguns graves em EUA e México.

Além disso, a agência de saúde da ONU reduziu o período de incubação da gripe para entre um dia e uma semana.

Os números, significativamente menores em comparação com estimativas anteriores, que falavam em duas semanas, o que significa que se está se aproximando do período de incubação de uma gripe normal estacional. EFE act/rr

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