México pede a países latino-americanos que analisem rearmamento regional

México, 15 set (EFE).- O Governo do México expressou hoje seu desejo de discutir com o resto de países da América Latina a decisão de alguns de voltar a adquirir grandes quantidades de armamento, disse hoje a chanceler Patricia Espinosa perante o plenário do Senado.

EFE |

"Isso nos preocupa (...) Este é um dos temas que abordaremos com os Governos dos países da região", disse a chanceler mexicana perante o plenário do Senado ao comparecer a propósito do III Relatório de Governo, apresentado no dia 1º de setembro.

"México foi sempre um país pacifista, um país apegado à agenda do desarmamento", lembrou a titular da Secretaria de Relações Exteriores (SRE), que considera que seu país acredita "na força do direito e não no direito da força".

"Sendo a América Latina uma das regiões precursoras em promover agendas de desarmamento, o fato de que agora nos encontremos frente a esta situação em onde há mais armamento na região nos preocupa", indicou a chanceler.

Espinosa assinalou que o México trabalhará nos próximos meses para "consolidar seu posicionamento como ator central e fator de equilíbrio na região", especialmente a partir do Grupo do Rio, do que ocupa a Presidência e que realizará em breve uma reunião ministerial e em fevereiro de 2010, uma Cúpula liderada pelo presidente Felipe Calderón.

Outro assunto que abordou Espinosa perante os senadores foi o da crise em Honduras, onde México defenderá o respeito aos processos democráticos e que não haja mudanças por "golpes de Estado, pela força e pela violência".

Quanto às relações com EUA, a titular de Relações Exteriores do México sustentou que se seguirá demandando uma reforma migratória "através de um diálogo respeitoso mas firme" com Washington.

Também falou da Iniciativa Mérida, o plano de cooperação com os EUA para combater unidos ao crime organizado, e assinalou que entre os dois países há "plena coincidência" em que esse programa deve continuar perante o "desafio gigantesco que é o crime organizado".

EFE act/fk

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG