México oferece visto humanitário ao sobrevivente de massacre

Esse tipo de visto é oferecido a ilegais que, em trânsito pelo país em direção aos EUA, sofrem delitos como sequestro e extorsão

iG São Paulo |

As autoridades mexicanas ofereceram visto humanitário ao equatoriano que é o único sobrevivente do massacre de 72 imigrantes  executado pelo crime organizado em Tamaulipas, no norte do país, informaram nesta sexta-feira fontes do Instituto Nacional de Migração (INM).

Ferido a bala na garganta, o homem escapou do rancho onde nesta semana foram massacrados supostos cidadãos guatemaltecos, equatorianos, brasileiros, salvadorenhos e hondurenhos. Enquanto prossegue o processo de investigação e identificação de vítimas, a comissária do INM, Cecilia Romero, explicou que o sobrevivente já tem status migratório "regular" no México.

O visto humanitário é oferecido pelo INM a todos os imigrantes ilegais que, em seu trânsito pelo país em direção à fronteira americana, sofrem delitos graves como sequestro e extorsão.

O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, de 18 anos, estava a caminho dos EUA para se encontrar com seus pais e ajudá-los a pagar o que deviam aos "coiotes" (pessoas contratadas para fazer os ilegais atravessar a fronteira), disse sua tia María Udulia Lala.

Apelidado de "Freddy", o jovem relatou ter conseguido escapar do rancho onde foram assassinados seus 72 companheiros de viagem, incluindo pelo menos quatro brasileiros. Os corpos foram encontrados no rancho perto de San Fernando, em Tamaulipas, após ele ter avisado as autoridades sobre a ação dos criminosos. Segundo relatos, o jovem conseguiu fugir de seus sequestradores e percorrer vários quilômetros ferido até ser socorrido por policiais.

O sobrevivente afirma que o grupo seguia rumo à fronteira do México com os EUA com a intenção de atravessá-la quando foi interceptado por um grupo armado, que ele vinculou aos "Zetas", uma das organizações criminosas mais violentas do México.

*Com BBC, Reuters e AFP

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