México liberta 51 imigrantes seqüestrados pelo tráfico

Autoridades do Estado mexicano de Chiapas, no sul do país, anunciaram ter libertado um grupo de 51 centro-americanos em poder dos Zetas, um dos mais temidos cartéis que disputam o controle do tráfico de drogas no país. As vítimas permaneceram dois dias em uma casa enquanto os seus raptores entravam em contato com as famílias e exigiam resgate.

BBC Brasil |

Oito pessoas ligadas ao grupo foram capturadas. Os imigrantes ilegais, a maioria de Honduras, foram interceptados próximo à comunidade de Palenque, quando se preparavam para tomar um trem que cruzaria o país até a fronteira com os Estados Unidos.

As vítimas foram levadas a uma fazenda conhecida como La Victoria, na cidade de Tenosique, no Estado de Tabasco, a poucos quilômetros da divisa com a Guatemala.

Segundo as autoridades, alguns dos reféns conseguiram fugir e procuraram ajuda. Horas depois, o resto do grupo foi resgatado por um comboio militar formado por soldados do Exército mexicano e as polícias de Tabasco e Chiapas.

Sete dos seqüestradores foram presos na operação. Um deles foi capturado tentando se passar por um imigrante.

Atividade comum

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) mexicana afirmou que em média 1,6 mil seqüestros de imigrantes ilegais são cometidos no país por mês.

"É o pão de cada dia. Quando os imigrantes centro-americanos saem de nosso albergue, pedimos que tomem cuidado, porque entram na terra do seqüestro ", disse à BBC Alexander Solalinde, diretor da Casa do Migrante em Ixtepec, Oaxaca, no sul do México.

Ele afirma que há três anos integrantes dos Zetas seqüestram imigrantes ilegais na fronteira sul do país.

Estima-se que o faturamento gerado por estes crimes supere US$ 25 milhões por ano, de acordo com o relatório especial da CNDH sobre a atividade ilegal.

'Los Zetas' surgiram em 1998, com a deserção de 40 membros das forças especiais do Exército mexicano treinados em unidades de elite das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Washington considera o grupo como altamente perigoso, e países da América Central, como a Guatemala, vêem a organização como uma ameaça à sua segurança nacional.

O cartel chegou a ameaçar de morte o presidente guatemalteco, Álvaro Colom.


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