México levará à Assembleia Mundial da Saúde caso de discriminação

Genebra, 8 mai (EFE).- O México colocará na próxima Assembleia Mundial da Saúde um debate sobre as medidas discriminatórias que considera que foram adotadas contra si por alguns Governos após o surto da gripe suína, disse hoje o embaixador mexicano perante a ONU em Genebra, Alfonso de Alba.

EFE |

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

"Temos a intenção de abordar com o resto dos países-membros as medidas justificadas e outras não justificadas tomadas por certos Governos, que em alguns casos não se baseiam em evidências científicas, nem no bom senso", comentou o diplomata.

"Precisamos de um debate a respeito. Não queremos limitar a soberania de nenhum país, mas precisamos de um entendimento comum de que tipo de medidas são apropriadas e em que situações", declarou o mexicano.

Alfonso de Alba reconheceu que seu país não só se sente atingido por tais decisões, mas também pela maneira como foram postas em prática.

O diplomata considerou um "abuso" que se tenha mantido cidadãos mexicanos detidos por períodos prolongados, embora não tivessem sintomas da gripe.

Sobre a situação, a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, lembrou em Genebra hoje que o regulamento internacional de saúde permite que os países adotem medidas nacionais para resguardar seus cidadãos, mas ao mesmo tempo estabelece que se devem preservar os direitos das pessoas.

"As medidas devem ser explicadas à OMS sobre bases científicas", afirmou.

A respeito também se pronunciou o porta-voz do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, que explicou que as medidas governamentais para resguardar a saúde pública "não devem se basear na nacionalidade", pois isso significa "uma clara violação do direito internacional".

O ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, participará da Assembleia Mundial da OMS, que começa no próximo dia 18 e que por enquanto está previsto que se estenda até dia 27.

Alfonso de Alba considerou "improvável" que se eleve o alerta mundial do atual nível 5 para o máximo, de 6, pois "a propagação do vírus se estabilizou" e não se observa um aumento exponencial de casos.

O diplomata explicou que a rápida confirmação de casos no México não significa que a epidemia avançou, mas sim que estão sendo obtidos os resultados dos testes enviados anteriormente a laboratórios. EFE is/rr

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