México lança ajuda fiscal de US$ 1,312 bi frente à gripe suína

México, 5 maio (EFE).- O Governo do México anunciou hoje um pacote de medidas de apoio fiscal às empresas do país no valor de 17,4 bilhões de pesos (US$ 1,312 bilhão), com o objetivo de resistir aos efeitos negativos da epidemia de gripe suína na atividade econômica do país.

EFE |

Ao informar sobre a ajuda, o ministro da Fazenda mexicano, Agustín Carstens, disse que, segundo as estimativas oficiais, a crise sanitária terá um impacto de "entre 0,3% e 0,5%" do Produto Interno Bruto (PIB) do país, com perdas de 30 bilhões de pesos (US$ 2,266 bilhões).

"O impulso fiscal total do Governo federal associado às medidas contempladas soma 17,4 bilhões de pesos, aos quais poderia acrescentar o apoio dos Governos estaduais no valor de 1,4 bilhão de pesos", caso os 32 estados mexicanos apoiem algumas das medidas, disse o ministro, em entrevista coletiva.

Segundo Carstens, "experiências semelhantes pelas quais outros países passaram mostram uma desaceleração abrupta da atividade econômica durante o episódio (epidemia), o que vem seguida de uma recuperação vigorosa nos meses subsequentes".

O moderado otimismo do ministro se baseia na ideia de que, em uma crise destas características, "a infraestrutura produtiva não se destrói", ao contrário do que ocorre "em outros desastres naturais".

Além disso, "a redução na atividade econômica terá um efeito negativo sobre a arrecadação", disse.

"No caso mais extremo observado, uma redução de 0,5% na taxa de crescimento levaria a uma menor arrecadação de 10 bilhões de pesos", especificou.

No entanto, apesar deste fato, "não serão propostas medidas de receita para compensar esta menor arrecadação", explicou.

As medidas de apoio fiscal pretendem favorecer os setores mais prejudicados pela situação vivida no México desde o alerta sanitário feito em 23 de abril.

Estes são especialmente os centros de entretenimento e restaurantes, que fecharam para evitar a aglomeração de pessoas e novos contágios da gripe suína, e o turismo, que teve muitos cancelamentos de reservas e estrangeiros deixando o país por causa da doença. EFE rac/an

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