México extradita ex-presidente da Guatemala

México, 7 out (EFE).- O Governo do México extraditou hoje o ex-presidente guatemalteco Alfonso Portillo (2000-2004), com o consentimento do ex-líder, informou em comunicado a Procuradoria Geral da República.

EFE |

O anúncio acontece pouco depois de o procurador-geral da Guatemala, José Amilcar Velásquez, informar que o ex-governante centro-americano tinha se entregado às autoridades guatemaltecas.

Portillo se declarou inocente das acusações que pesam sobre ele e assegurou que confia que a Justiça se pronunciará a seu favor.

"Acredito na honorabilidade do Poder Judiciário. Não cometi o delito do que me acusam. Espero que o juiz aplique a lei, e se de conta que tudo é uma falsidade, que montaram um delito contra mim sem nenhuma prova nem evidência", disse Portillo aos jornalistas ao chegar uma sede do judiciário guatemalteco.

Portillo foi levado ao local saindo do aeroporto da Força Aérea guatemalteca, ao sul da capital, onde chegou procedente do México e sob um forte aparato de segurança.

Segundo a Procuradoria, em 3 de outubro Portillo apresentou uma carta "em que manifestou seu consentimento expresso em ser extraditado".

Em 30 de janeiro, a Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) do México tinha negado um amparo judicial interposto pelo ex-presidente guatemalteco para evitar sua extradição, o que abria a via legal para seu envio à Guatemala, onde enfrenta acusações de corrupção.

Portillo estava foragido desde janeiro de 2004, quando foi para o México após ser acusado pela Promotoria de seu país dos delitos de peculato, abuso de autoridade e desvio de 120 milhões de quetzais (US$ 15,5 milhões) durante sua gestão.

O ex-líder, que se considera um "perseguido político", tinha solicitado um amparo judicial com o argumento de que o tratado de extradição entre ambos os países era inconstitucional. EFE rac/rr

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