México está preparado para 3ª onda de gripe

Bruxelas, 11 set (EFE).- O México está preparado para enfrentar uma terceira onda da nova gripe nos próximos meses, disse hoje o vice-ministro de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde mexicano, Mauricio Hernández Ávila, depois de se reunir com os responsáveis de Saúde do Grupo dos Sete (G7, os países mais desenvolvidos), Espanha e Suécia.

EFE |

O Governo mexicano reservou entre 20 e 30 milhões de vacinas, suficientes para imunizar os grupos designados como "alvo", e também reforçou hospitais e os sistemas e estratégias de alerta sanitário, destacou o vice-ministro.

Hernández Ávila analisou hoje, em Bruxelas, a evolução da pandemia da nova gripe com os ministros da Saúde do G7 (EUA, Japão, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França e Itália), da Espanha e da Suécia, e a comissária da Saúde da União Europeia, Androulla Vassiliou.

O México tirou "lições de todos os países" e informação sobre as diferentes estratégias de vacinação nacionais, segundo o responsável mexicano.

A União Europeia identificou como grupos prioritários de vacinação os doentes crônicos, as mulheres grávidas e os trabalhadores da saúde, enquanto o México acrescentou a estes grupos os funcionários de creches e as crianças de entre 6 e 36 meses.

"As estratégias são as mesmas, mas há pequenas diferenças que têm a ver com a gravidade das épocas de gripe que cada país enfrenta", disse Hernández Ávila.

Alguns países, como o Canadá, preveem imunizar toda sua população, porque têm "uma época invernal muito mais intensa e uma taxa de ataque muito mais alta", mas, para outros Estados, como o México e a Espanha, a vacinação universal não seria efetiva em proporção a seu custo, explicou o vice-ministro.

Hernández Ávila ressaltou a colaboração do México com o G7 em matéria de saúde há "vários anos" e, entre as contribuições europeias, ressaltou a ajuda do Governo espanhol de aproximadamente 1 milhão de euros destinada a equipar hospitais.

Além disso, destacou as doses de Tamiflu cedidas ao México pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a cooperação científica com outros países, mas descartou a possibilidade de que outros Estados doem vacinas. EFE ahg/an

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