Genebra, 18 mai (EFE).- O ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, afirmou hoje que seu país atuou com transparência diante do surto da gripe suína e que, em troca, se deparou com medidas discriminatórias.

Córdova fez estas declarações enquanto participava de um painel dedicado ao vírus AH1N1 na primeira sessão da assembleia geral da Organização Mundial da Saúde, que começou nesta segunda-feira, em Genebra.

"O México cumpriu sua responsabilidade, observou toda a transparência, trocou informações constantemente e adotou rapidamente medidas de controle bem-sucedidas", disse o ministro.

Porém, destacou, apesar de ter adotado rapidamente medidas para frear a propagação do vírus, o México se deparou com medidas discriminatórias contra sua população, "bloqueio a produtos mexicanos e tratamento diferenciado com consequências negativas para a economia nacional".

Segundo o ministro, entre o fim de março e o começo de abril, as autoridades de saúde do México começaram a notar uma frequência incomum de casos de gripe comum e da Síndrome Respiratória Aguda e Severa (Sars).

Só em 26 de abril o Governo mexicano, com a ajuda de um laboratório do Canadá, conheceu "o novo vírus e decretou um alerta de pandemia" para a gripe suína.

Segundo Córdova, até ontem o México tinha registrado 3.646 casos da nova gripe. O pico de infecções se deu nos dias 25 e 26 de abril, a partir dos quais a incidência da doença foi diminuindo. EFE vh/sc

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