México descarta patrulhas na fronteira em conjunto com os EUA

LONDRES (Reuters) - O México cooperará com os Estados Unidos compartilhando inteligência para lutar contra o narcotráfico, mas não planeja unir-se às forças norte-americanas no patrulhamento da fronteira, disse o presidente, Felipe Calderón, nesta segunda-feira. Devemos trabalhar juntos mas isso não implica a participação conjunta em operações de caráter militar, ou a participação conjunta de elementos da força pública, disse Calderón em entrevista coletiva durante visita a Londres.

Reuters |

O presidente mexicano acrescentou que as forças de ambos os lados da fronteira devem compartilhar informações para tentar deter o fluxo de drogas ilegais e abordar os grupos que as transportam.

Os EUA têm aumentado a segurança em sua fronteira com o México desde que o presidente Barack Obama incluiu a guerra do México contra as drogas em sua agenda.

Derrotar os cartéis de drogas, que operam com armas de contrabando norte-americano e deixam seus rivais mortos nas ruas, se transformou no maior desafio do governo de Calderón enquanto o derramamento de sangue diminui o número de turistas e investidores.

Calderón reforçou que a demanda norte-americana por drogas e a disponibilidade de armas alimentam a violência. O presidente disse também que o programa é comum aos dois países.

A secretaria de Estado norte-americana, Hillary Clinton, reconheceu na semana passada, durante uma visita ao México, que o apetite insaciável dos EUA por drogas ilegais é responsável, em grande parte, pela violência no México.

(Reportagem de Rosalba O'Brien)

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