Paris, 5 mar (EFE).- O presidente mexicano, Felipe Calderón culpou os consumidores americanos pelo crescimento da violência em seu país devido ao narcotráfico e que descartou negociar com os cartéis para reduzir os conflitos, em entrevista publicada hoje pelo jornal Le Monde.

"Se os Estados Unidos não fossem o maior mercado de droga do mundo, não teríamos este problema", disse, acrescentando o comércio de armas, das quais "a arrasadora maioria" das apreendidas no México foi comprada nos Estados Unidos, "incluindo material de propriedade exclusiva do Exército americano".

Neste ponto, queixou-se ainda de que a Administração americana suspendeu, em 2004, a proibição de vender armas consideradas muito perigosas.

O presidente mexicano alegou que apesar da dureza da luta contra as quadrilhas de traficantes, "não há um só ponto do território nacional fora do controle do Estado".

Calderón excluiu a proposta do ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo para descriminar o uso de drogas, pois "seria se conformar em perder gerações de mexicanos, porque a droga é a escravidão do século XXI", embora esta perda já ocorra, pois desde o início deste ano, mais de mil pessoas morreram no país pelo tráfico. EFE ac/jp

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