México cria pacote de combate à violência do tráfico

O presidente do México, Felipe Calderón, enviou ao Congresso uma série de medidas para combater a violência envolvendo o tráfico de drogas, que já deixou mais de 3 mil pessoas mortas só neste ano no país.

BBC Brasil |

O pacote inclui a criação de um departamento para fiscalizar e combater a corrupção entre a polícia mexicana, uma base nacional de dados para centralizar informações sobre crimes e o endurecimento das medidas contra criminosos capturados usando uniformes ou distintivos de policiais.

Em um pronunciamento na televisão, o presidente mexicano afirmou que o principal objetivo das medidas é melhorar a cooperação entre as diferentes forças de segurança nas esferas federal e estadual.

Um dos objetivos é melhorar a cooperação da polícia com o Exército, que, segundo o editor de Américas da BBC, Emílio San Pedro, tem sido acusado mais de atuar como rival que como parceiro da polícia no combate a cartéis de droga estruturados e bem-armados.

Calderón pediu ao Congresso que seja rápido na apreciação do plano.

Mais corpos

As medidas vêm no momento em que autoridades na cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos, anunciaram ter encontrado outros oito corpos, todos exibindo sinais de tortura e seis mergulhados em tonéis de ácido. Um dia antes, 16 corpos foram encontrados em circunstâncias semelhantes.

Nos últimos dois anos, desde que lançou uma iniciativa nacional para combater o crime organizado, o governo federal já enviou dezenas de milhares de soldados para a fronteira com os Estados Unidos, por onde passam bilhões de dólares gerados com o tráfico de drogas.

Mas os cartéis responderam com estratégias de uma violência sem precedentes, que incluem inúmeros seqüestros e assassinatos que geram medo na população e alimentam protestos de rua.

O México já supera a Colômbia e o Iraque em número de seqüestros.

As propostas anunciadas por Calderón prevêem o aumento das penas para o tráfico de drogas.

"Crimes como vender pequenas quantidades de drogas não apenas anulam o futuro de nossos jovens, mas levam ao declínio social das comunidades, abrindo as portas a atividades ilícitas", afirmou o presidente.

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