México admite possível mutação mais agressiva do vírus da gripe

México, 13 mai (EFE).- As autoridades mexicanas admitiram hoje que existe a possibilidade de que o vírus da gripe suína, causador da epidemia que deixou 60 mortos no país, tenha mutado e que poderia estar mais agressivo.

EFE |

O México ressaltou, porém, que ainda é muito cedo para confirmar essa hipótese.

"Sim, há essa teoria, provável, de que o vírus tenha mutado ou, além de ter mutado, que hajam do mesmo vírus dois tipos diferentes", disse o ministro da Saúde, José Ángel Córdova, em coletiva de imprensa.

Córdova, que lembrou que o vírus "tem uma alta capacidade de mutação, inclusive maior que a do vírus da aids", afirmou que um dos tipos "seria mais virulento que o outro".

"Até agora se está em estudo e vamos começar a esclarecer algumas dúvidas que seguramente nos servirão para explicar a razão de comportamentos tão agressivos em alguns pacientes", especificou.

Para desvendar as diferenças entre o vírus original e o novo, o ministro explicou ser necessário "o sequenciamento do genoma dos mesmos".

O ministro reiterou que ainda é cedo para confirmar essa hipótese e disse que até agora não há "uma evidência científica concreta" a respeito.

O diário local "El Universal" publicou nesta quarta-feira uma entrevista com o diretor do Centro Nacional de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças (Cenavece) mexicano, Miguel Ángel Lezana, em que afirma que o novo vírus já foi detectado por especialistas de México, Estados Unidos e Canadá.

Esse possível vírus mutado teria se apresentado em "poucos" casos e, por enquanto, não se descarta que seja mais letal que o conhecido até agora, ainda segundo Lezana.

Córdova admitiu também que a "variabilidade" do vírus pode dificultar o desenvolvimento da vacina, embora isso aconteça também no caso da influenza estacional.

O número de mortes confirmadas no México pela epidemia da gripe, segundo dados divulgados hoje por Córdova, aumentou para 60, dois a mais que as anunciadas na terça-feira, e os infectados passaram de 2.224 a 2.386.

Apesar do nome, a doença não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE rac/rr

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