México acusa G8 de não dar espaço a G5 em agenda da cúpula

Londres, 3 jul (EFE).- Os países desenvolvidos impuseram a agenda da próxima reunião do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia) e deixaram pouco espaço para as cinco nações emergentes convidadas a expor os temas que as preocupam, disse a vice-chanceler do México, Lourdes Aranda.

EFE |

Em declarações ao jornal "Financial Times", Lourdes Aranda, também coordenadora dos cinco países emergentes - G5 - (Índia, China, México, Brasil e África do Sul), explica que estas nações estão muito interessadas em tentar fazer frente ao encarecimento dos alimentos.

Segundo Aranda, os cinco países poderiam desempenhar um papel estabilizador, sobretudo devido a grande proporção de suas populações.

Fontes diplomáticas citadas pelo "Financial Times" indicam que o país anfitrião deste ano, o Japão, mostrou-se hesitante quanto a prosseguir o diálogo com o G5, formalizado na cúpula do ano passado na Alemanha, por medo de reconhecer abertamente o poderio chinês.

Como conseqüência disso, o diálogo com o G5 na cúpula japonesa de 7 a 9 de julho foi abreviado e ao mesmo tempo diluído pelo fato de o G8 também ter convidado países como Indonésia, Coréia do Sul e Austrália.

"Confiemos em que haverá uma discussão mais abrangente na próxima cúpula, que acontecerá na Itália em 2009", disse a vice-ministra mexicana.

Segundo Aranda, o G5 gostaria de se concentrar mais em temas como a transferência de tecnologias - por exemplo, para combater a mudança climática - dos países desenvolvidos para os em vias de desenvolvimento, assim como nos esforços para melhorar os sistemas de saúde dos países pobres.

Apesar de suas críticas, a vice-ministra mexicana reconheceu que o processo iniciado no ano passado na cúpula alemã de Heiligenstadt foi útil como suplemento das negociações formais com o G8 nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio.

O chamado "diálogo de Heiligenstadt" também serviu para aproximar os cinco países emergentes, que puderam coordenar melhor suas políticas não só contra o G8, mas também relacionados com outros organismos internacionais. EFE jr/fh/rr

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