Mexicanos tentam combater a gripe suína com humor negro

Apesar das mortes e dos estragos econômicos, a gripe suína não foi capaz de tirar o senso de humor dos mexicanos, que veem nesse fator uma maneira de afastar a má sorte.

AFP |

Jogos de palavras de algum bom gosto começaram a surgir nos jornais mexicanos.

Um deles ensinou como se diferenciar os sintomas específicos do vírus: "Para uma gripe normal, fazemos 'atchoum', mas para uma gripe suína, fazemos 'atchoiiink'".

O fato de a maior parte dos casos de morte ter sido registrada no México também inspirou as más línguas, que não pouparam os "chilangos", moradores da capital: "Senhor, se o mundo deve desaparecer, comece a levar os chilangos".

As donas de casa preferem contar esta piada: "Doutor, meu marido come como um porco, você acha que ele contraiu a gripe suína?".

Nem os agricultores são poupados, as criações de porcos também foram colocadas na mira: "O que os camponeses semeiam? O terror!".

No jornal mexicano Excelsior, o editorialista Leo Zuckermann ressalta que "o humor permite, efetivamente, superar situações difíceis".

Ele mesmo se entrega a esse exercício, misturando a gripe suína com o caso explosivo da imigração ilegal de mexicanos para os Estados Unidos: "Disseram que todos estão tranquilos nos Estados Unidos porque a gripe suína não pode sair do México. Com certeza, a fronteira não deixa nada passar. Absolutamente nada".

bur/dm

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