Mexicanos paralisam atividades e aumenta risco de pandemia

O México inicia nesta sexta-feira uma paralisação das atividades até segunda-feira para evitar a propagação da gripe suína, que tem até o momento 300 casos confirmados e 12 mortes pelo vírus, que soma os contágios no mundo, incluindo um óbito nos Estados Unidos, aumentando assim o risco de pandemia.

AFP |

"Continua a expansão, sem mostrar nenhum sinal de desaceleração", afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira, um dia depois de elevar o nível de alerta a cinco, em uma escala que vai até seis, e instar os países a ativar imediatamente os planos de preparação para a pandemia.

O número dois do organismo, Keiji Fukuda, advertiu que o Hemisfério Sul é agora o mais exposto pela chegada do inverno, propício à propagação do vírus, que mudou de denominação e passou a ser chamado de Gripe A H1N1.

No México, o número de contagiados subiu de 260 a 300 casos confirmados, com 12 mortes oficialmente comprovadas pela doença, segundo o ministro da Saúde, José Angel Córdova.

O país começou a receber ajuda de vários organismos e Estados. O Banco Mundial (Bird) anunciou a liberação de 25 milhões de dólares de um empréstimo concedido ao México para a compra de remédios e produtos. O desembolso é a primeira parte de uma verba total de US$ 205 milhões.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou uma ajuda de três bilhões de dólares para combater o vírus e atenuar o impacto sobre a economia mexicana.

Nos Estados Unidos a gripe suína afeta 15 estados e os casos comprovados chegam a 118, incluindo um óbito. O governo anunciou a compra de 13 milhões adicionais de antivirais, além do envio de 400.000 ao México.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, se declarou muito preocupado depois que as autoridades de saúde do país confirmaram 15 novos casos da gripe, vários deles por transmissão já no Canadá, após o contato com pessoas que viajaram ao México.

Sem eventos artísticos nem partidas de futebol, com bares e restaurantes fechados, os mexicanos seguem a recomendação do presidente Felipe Calderón de ficar dentro de casa no feriado prolongado até segunda-feira para evitar a propagação do vírus.

A epidemia afeta, além do México, o epicentro, Estados Unidos, Canadá, Suíça, Áustria, Alemanha, Grã-Bretanha, Holanda Israel, Costa Rica e Nova Zelândia.

As autoridades alemãs anunciaram um caso de gripe suína em uma enfermeira que não viajou ao México, mas informou que a paciente já está curada.

O episódio, o quarto caso humano confirmado do vírus do tipo A/N1H1, é o primeiro de uma pessoa contaminada por transmissão na Alemanha.

A enfermeira esteve em contato com um paciente. Os demais enfermos também parecem estar fora de perigo, segundo o ministério da Saúde.

Brasil, Sérvia, África do Sul, Colômbia, Austrália e Coreia do Sul têm casos suspeitos, em sua maioria de pessoas que retornaram de viagens do México ou Estados Unidos.

Apesar dos ministros da Saúde da União Europeia (UE) terem descartado a suspensão das viagens ao México, vários países do bloco adotaram a medida.

O governo do México anunciou ainda que pedirá explicações aos países, como China e Rússia, que suspenderam as importações de carne de porco do país.

bur-ml/fp

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