Mexicanos em hotel de Pequim reclamam de falta de informação

Pequim, 3 mai (EFE).- Os dez cidadãos mexicanos que estão em um hotel de Pequim isolados e sem sintomas da gripe suína consideram que as autoridades sanitárias chinesas deveriam dar explicações sobre por que estão retidos, disseram hoje à Agência Efe.

EFE |

O embaixador do México na China, Jorge Guajardo, fez a mesma reclamação diante da falta de informação sobre os critérios e o processo adotados pelas autoridades sanitárias para isolar cidadãos mexicanos, tenham chegado ou não no primeiro voo da Aeroméxico a chegar à China desde o início do foco.

"A informação que nos vão dando a conta-gotas muda a cada minuto, apesar de lutarmos para consegui-las. A última é que comunicaram ao cônsul em Cantão que isolarão todas as pessoas que tiverem permanecido durante sete dias no México", disse Guajardo.

"Não há uniformidade de critérios para saber a que nos ater e informar ao povo mexicano", concluiu Guajardo.

O economista Carlos Dorman agradeceu, em nome dos dez cidadãos mexicanos isolados no hotel, o apoio do embaixador e de sua equipe.

"Graças a ele, levaram-nos para este hotel a partir do hospital de doenças infecciosas para onde nos levaram e onde tivemos que pedir máscaras, pois temíamos pegar algo enquanto os que tratavam de nós estavam superprotegidos", disse Dorman.

Este economista, sua esposa, Josebe Echeverría, e seus filhos Andrea, Josebe e Alberto, foram obrigados na sexta-feira, de madrugada, a sair do hotel ao qual tinham chegado do aeroporto.

"As crianças não param de perguntar quando vamos visitar a Grande Muralha. Hoje somente uma funcionária chinesa nos disse que, pelo menos, ficaremos aqui até 6 de maio, fora isso, não sabemos nada", disse Dorman à Efe Mas nem todos os isolados em Pequim chegaram nesse voo, como Mirna Berlanga, também da Cidade do México, que chegou à capital chinesa de Houston (EUA) em um voo da Continental.

"A equipe que subiu a bordo do avião ao aterrissar me fez descer junto com outros dois mexicanos", disse hoje à Efe.

"Era uma situação tão estranha, que nos fizessem descer porque tínhamos passaporte mexicano. Também um jovem americano que disse que há duas semanas teve tosse. Mas o pior é que nos colocaram em uma unidade móvel sobre a pista, com as portas fechadas, sem poder abrir as janelas, sem água nem banho durante cinco horas", acrescentou. EFE pc/an

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