Meteorologistas dizem que temporada no Atlântico será mais ativa

Miami, 7 ago (EFE).- A atual temporada de ciclones no Atlântico pode ser mais ativa do previsto, com a formação de entre 14 a 18 tempestades tropicais, das quais entre sete e dez podem chegar a furacões, informaram hoje meteorologistas dos Estados Unidos.

EFE |

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) divulgou hoje uma revisão das previsões feitas em maio para a temporada (1º de junho a 30 de novembro), segundo as quais haveria de 12 a 16 tempestades tropicais, sendo que entre seis a nove se transformariam em furacões.

A nova previsão indica que do total de furacões, entre três e seis terão ventos superiores a 178 km/h, correspondentes a um furacão de categoria três da escala Saffir-Simpson, que vai até cinco.

Em maio, a NOAA previu que dos furacões de 2008, entre dois e cinco seriam de categoria três.

Existe 85% de probabilidade de a temporada ser mais ativa que o normal. Em maio, a previsão era de 65%. Isso se deve à persistência dos efeitos do fenômeno conhecido como "La Niña", disse a NOAA em sua previsão atualizada.

A presença do "La Niña", fenômeno climático na zona equatorial do Pacífico, aumenta a chance de a atividade de ciclones ser alta ou acima do normal.

Outro dos fatores é a chamada "multi-década tropical", uma combinação das condições atmosféricas com o oceano que produzem um aumento na atividade ciclônica desde 1995.

Em uma temporada de furacões em média se formam 11 tempestades, seis furacões - destes, dois são de categoria maior.

Um indício de que a temporada está mais intensa foi a atividade registrada em julho com a formação de três tempestades e dois furacões. Um deles chegou a ter ventos máximos de 160 km/h.

A NOAA explicou que no último mês foi o terceiro julho mais ativo desde 1886.

Até o momento se formaram cinco tempestades e dois furacões. EFE so/rb/db

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