Metade dos edifícios da cidade de LAquila foram afetados pelo forte terremoto que afetou o centro da Itália em 6 de abril, anunciou a proteção civil.

A situação da área histórica de L'Aquila, capital da região de Abruzzos, de 50.000 habitantes, é a mais grave.

No total, 20% das construções estão em condições de uso, mas devem passar por obras, de acordo com especialistas.

Um edifício em cada três foi afetado em toda a província de Abruzzos.

Os imóveis industriais e prédios comerciais danificados deixarão 30.000 pessoas da região sem emprego.

Vários desabrigados permanecem em acampamentos provisórios, mesmo alguns que tiveram as residências consideradas habitáveis, já que os tremores secundários continuam sacudindo a região.

O último tremor forte registrado foi de 4,9 graus na escala Richter na noite de segunda-feira.

O frio, a chuva e até a neve nas zonas montanhosas agravam a situação dos desabrigados, que poderão deixar os acampamentos depois de apresentar um certificado de habitabilidade da própra casa, segundo as autoridades.

A justiça de L'Aquila abriu uma investigação para determinar a qualidade dos materiais usados na construção dos imóveis que desabaram, entre eles o maior hospital da cidade, a sede da prefeitura e a Casa do Estudante.

O jornal La Repubblica denunciou o uso de areia do mar no cimento ao invés de areia de rio, o que teria corroído as estruturas de ferro de vários edifícios.

O terremoto matou 294 pessoas e deixou 1.171 feridos, 170 deles em estado grave.

A busca por sobreviventes foi suspensa no domingo.

kv/fp

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