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Meta de desmatamento fortalece Brasil em reunião da ONU

O anúncio inédito de metas para desmatamento no Brasil - feito pelo governo no último dia 1º - reforçou a posição do país nas negociações sobre o clima em Poznan, na Polônia, segundo especialistas que participam da 14ª reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP 14). Existe um certo ceticismo sobre algumas coisas.

BBC Brasil |

Os detalhes de como essas metas ambiciosas vão ser atingidas, ou seja, planos específicos para cada setor", afirmou Doug Boucher, da Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados).

O diretor da Iniciativa para Clima e Florestas Tropicais, uma ONG americana que defende soluções científicas para questões globais, disse ainda que uma "liderança compartilhada" parece estar se desenhando em Poznan.

Por um lado, o enfraquecimento da posição da União Européia (UE), por divisões internas sobre metas de emissão de gás carbônico, e o desinteresse demonstrado pelos Estados Unidos, teriam deixado um vácuo.

Força em desenvolvimento
Por outro, Boucher diz que os países em desenvolvimento tomaram a dianteira com iniciativas recentes de fixar metas como a África do Sul - muito dependente de usinas de carvão para gerar energia - e a Coréia do Sul.

Com o anúncio brasileiro, a tendência ganha ainda mais força, segundo Boucher.

"Isso representa o quarto maior emissor do planeta (dois terços das emissões brasileiras são produzidas por desmatamento) assumindo o compromisso de uma redução substantiva nos próximos dez anos."
O plano também foi elogiado com ressalvas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).

"(A iniciativa) é bem-vinda, apesar dos revezes recentes em 2008. O Brasil, nos últimos anos, vem demonstrando uma determinação real em combater as causas do desmatamento", afirmou Stewart Maginnis, diretor do Programa de Conservação de Florestas da IUCN.

'Acordo mais próximo'
O especialista, ex-diretor de florestas do WWF, disse ainda que o anúncio pode facilitar um acordo para redução de emissões após 2012.

"Ao assumir uma meta antes do acordo final, que deve acontecer no ano que vem em Copenhague, o Brasil dá um sinal animador de que metas de desmatamento como parte de uma solução global para o clima são possíveis não apenas teoricamente, mas na prática", afirmou Maginnis.

No entanto, Maginnis ressalva que seria "ingênuo supor que não existirão decepções e revezes no caminho, como já aconteceu neste ano".

Nesta semana, desembarcam em Poznan ministros do meio ambiente de quase 200 países, além da aguardada equipe de congressistas que vai relatar o progresso das negociações ao futuro presidente americano, Barack Obama.

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