Mesquita é profanada na Cisjordânia

Homens não identificados, aparentemente colonos judeus, queimaram dois carros e profanaram uma mesquita esta madrugada no povoado palestino de Hawara, no norte da Cisjordânia, informaram testemunhas e fontes oficiais palestinas.

EFE |

Os habitantes da localidade acusaram pelo ataque residentes do assentamento judaico de Yitzhar que já protagonizaram diversos atos de violência contra os palestinos.

Ghassan Douglas, responsável na Autoridade Nacional Palestina (ANP) de vigiar os assentamentos no norte da Cisjordânia, explicou que os autores do ataque arrancaram oliveiras e escreveram frases racistas em hebraico e uma estrela de David em diferentes pontos do povoado, entre eles nos muros da mesquita Bilal Ben-Rabah. As frases escritas já foram apagadas nesta mesma manhã.


Funcionário de mesquita limpa muro pichado / AP

"Pedimos às organizações de direitos humanos e às autoridades militares que façam todo o possível para pôr fim ao contínuo assédio por parte dos colonos", disse à imprensa o presidente do conselho local, Samer Uda, que apresentou uma queixa à administração militar israelense.

Um dos habitantes do povoado, Ziad Dib, assegurou à edição digital do diário "Yedioth Ahronoth" que viu um grupo de colonos fugir de carro por volta das três da madrugada após atear fogo a um carro.

O Exército israelense condenou os atos em comunicado no qual anunciou a abertura imediata de uma investigação e a intenção de processar os responsáveis na Justiça.

Por sua vez, Itamar Ben-Gvir, um dos principais líderes do movimento colono ultradireitista, justificou a agressão ao considerar Hawara um "povoado hostil que foi fonte de um grande número de ataques violentos contra os habitantes de Yitzhar". "É preciso que os árabes entendam que os judeus não são tolos e que o sangue judeu não será derramado sem consequências", acrescentou.

Em janeiro passado, dez colonos de Yitzhar foram detidos depois da profanação de outra mesquita, no povoado de Yasuf, também no norte da Cisjordânia, onde queimaram mobília, destruíram exemplares do Alcorão e pintaram em hebraico frases contra os palestinos.

Os colonos judeus mais radicais na Cisjordânia aplicam a estratégia do "preço", que consiste em atacar um povoado palestino cada vez que as forças de segurança israelenses desmantelam algum pequeno assentamento judaico.

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