Mesquita e local de culto hindu são alvos de ataques em Nova York

Coquetéis molotov provocaram incêndio em quatro locais no bairro do Queens; polícia investiga casos como crimes raciais

iG São Paulo |

A polícia de Nova York investiga como crime racial quatro ataques com coquetéis molotov na noite de domingo, entre eles um contra uma mesquita com 75 pessoas e outro contra um local de culto hindu. Não foram relatadas vítimas.

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Reuters
Policial em frente à residência a atingida por coquetel molotov by a no Queens, em Nova York

O governador Andrew Cuomo pediu que os agentes de segurança auxiliem na investigação da prefeitura de Nova York, dizendo que os ataques "vão contra tudo o que defendemos com nova-iorquinos e americanos". O conselho sobre as Relações Americano-Islâmicas condenou os ataques.

Os ataques incendiários aconteceram em um período de duas horas na noite de domingo no bairro do Queens, informou a polícia. A primeira bomba atingiu uma loja de conveniência, provocando danos, e a segunda, uma residência. Moradores da casa escaparam sem ferimentos, mas o incêndio provocou danos extensos. Segundo a AFP, que ouviu um policial, os funcionários da loja são muçulmanos.

O terceiro alvo foi a Fundação Imã al-Khoei, uma organização xiita que fornece educação, serviços fúnebres, aconselhamento e também ajuda para organizar peregrinações islâmicas para a Arábia Saudita, segundo seu site oficial.

Em comunicado, a fundação disse que duas bombas incendiárias foram "lançadas na entrada principal", mas felizmente, "não causou grandes danos nem deixou feridos".

O quarto ataque foi contra uma casa onde são realizados cultos hindus. Entre 75 e 80 fiéis estavam dentro da mesquita e alguns tentaram conter um pequeno incêndio até a chegada dos bombeiros, disse o imã Maan Alsahlani. "Não sabemos quem fez isso e não podemos acusar ninguém. Deixaremos o departamento de polícia lidar com isso", disse Alsahlani.

Esse foi o primeiro ataque contra a mesquita, disse. "Mesmo depois do 11 de Setembro , ninguém tinha feito nada contra o centro ou atacado o centro", disse Alsahlani, referindo-se à época de grande tensão após os ataques de 2001.

O CAIR, um grupo de direitos civis islâmico, pediu que a polícia aumentasse a patrulha ao redor das mesquitas. "Os ataques contra templos da nossa nação devem ser condenados por todos os americanos e deveriam ser investigados e processados usando todos os recursos da lei disponíveis", disse o porta-voz do CAIR, Ibrahim Hooper, em um comunicado.

A polícia disse que o suspeito era um homem dirigindo um veículo utilitário esportivo prata. Em três dos locais atacados, o mesmo tipo de recipiente de vidro foi usado, uma garrafa de Frappuccino da cafeteria Starbucks.

"Ataques como esses não têm lugar em nossa sociedade aberta e inclusiva, e devemos fazer o possível para garantir que Nova York continue um local tolerante e seguro para todos", disse Cuomo em um comunicado, pedindo que o chefe da polícia estadual e o vice-secretário para segurança pública ajudem a polícia nova-iorquina com as investigações.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, emitiu, nesta segunda-feira, um comunicado, destacando que os ataques com bombas Molotov "estão em total contraste com a cidade de Nova York que hoje queremos construir juntos".

Com Reuters e AFP

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