Jerusalém, 21 dez (EFE) - Várias pichações contra o islã e o profeta Maomé apareceram hoje em uma das principais mesquitas da cidade israelense de Tel Aviv-Yaffo, no litoral mediterrâneo de Israel.

Frases como "Maomé é um porco" -animal proibido aos muçulmanos- e "Morte aos árabes" apareceram nas paredes e portas da Mesquita do Mar, o que causou grande mal-estar entre os membros do Movimento Islâmico, informa a edição eletrônica do jornal "Ha'aretz".

Yaffo se encontra na parte sul de Tel Aviv, e tem uma população mista árabe e judia.

A Polícia israelense acredita que os responsáveis pelo ato de vandalismo são ultranacionalistas judeus, mas, por enquanto, não tem pistas sobre os autores.

Outra das pichações, "Kahana tinha razão", fazia alusão ao rabino Meir Kahana, assassinado em 1990 nos Estados Unidos por um indivíduo de aparência árabe e, supostamente, pelo discurso do dirigente ultradireitista judeu em relação a que seria preciso expulsar da bíblica Terra de Israel os palestinos da Cisjordânia e de Gaza.

Os pichadores também desenharam duas estrelas de David na entrada da mesquita.

O jornal afirma que o xeque Ahmed Abu Ajweh, líder do Movimento Islâmico em Yaffo, acusou pela profanação os colonos judeus na Cisjordânia, que, no último mês, cometeram delitos similares na cidade palestina de Hebron.

"Isto é conseqüência das sentenças leves impostas a judeus que no passado cometeram delitos similares contra nossos lugares sagrados", afirmou Abu Ajweh, lembrando a cabeça de porco que, em 2005, um radical depositou na entrada de outra mesquita em Yaffo.

O extremista foi condenado por um tribunal israelense a apenas nove meses de prisão. EFE elb/db

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