Teresa Bouza Washington, 1 mai (EFE) - Enfraquecido, mas ainda na liderança, o senador democrata Barack Obama enfrentará uma nova queda-de-braço eleitoral com sua adversária, Hillary Clinton, em Indiana e Carolina do Norte, na próxima terça-feira, segundo as últimas pesquisas. Uma pesquisa conjunta do jornal The New York Times e a rede de televisão CBS divulgada hoje mostra que a maioria dos eleitores, 51%, acredita que Obama alcançará a candidatura presidencial, contra 34% que diz o mesmo de Hillary. A vantagem do senador americano é, de todo jeito, muito inferior à que tinha no mês passado, quando 69% achavam que ele seria o candidato do Partido Democrata à Casa Branca. Obama também tem, segundo os eleitores, mais possibilidades que a ex-primeira-dama de ganhar em uma possível disputa com o candidato republicano John McCain, mas não tantas quanto há um mês. Outra pesquisa publicada hoje pelo The Wall Street Journal sugere que os democratas têm motivos para se preocupar. É que, apesar de a popularidade do Partido Republicano se encontrar no nível mais baixo dos últimos 20 anos, a pesquisa conclui que McCain está tecnicamente empatado com seus oponentes democratas. Essa curiosa coincidência de fatores reflete, segundo um grande número de analistas, o desgaste dos presidenciáveis democratas devido à longa batalha na qual se encontram envolvidos. Por isso, cada vez mais vozes pedem que este rancor chegue ao fim. O próprio presiden...

Obama, que segundo o "Washington Post" está empatado com Hillary em número de "superdelegados" do Congresso, com 97 apoios, marcou, hoje, um "gol", ao conseguir o respaldo de Joe Andrew, presidente do Partido Democrata durante a Presidência de Bill Clinton (1993-2001).

"Isto tem que acabar", disse Andrew em entrevista coletiva hoje em sua residência em Indianápolis, Indiana, a só cinco dias da ida às urnas dos habitantes desse estado.

Ele adiantou ainda que planeja chamar os outros "superdelegados" que conhece para que dêem respaldo a Obama.

Andrew, que deu seu apoio à senadora por Nova York no ano passado, explicou em carta que tinha decidido revisar suas lealdades porque "um voto a Hillary é um voto a favor de prolongar este processo e (...) isso ajuda John McCain".

Destacou que um dos fatores determinantes em sua decisão foi a forma com a qual Obama lidou com seu polêmico ex-pastor, Jeremiah Wright.

O reverendo de Chicago, que casou Obama e batizou suas duas filhas, foi, pela primeira vez, esta semana, à imprensa, em Washington, para reiterar declarações tão polêmicas, entre elas a de que os Estados Unidos tinham desenvolvido o vírus da aids como uma arma de genocídio de minorias.

O senador por Illinois, que já tinha se distanciado há um mês de Wright, manifestou, na terça-feira, estar "indignado" com a atitude e com os comentários do pastor.

Segundo a rede de televisão "CNN", Hillary, que há alguns meses era a clara favorita dos "superdelegados", tem agora só 19 apoios a mais que Obama.

Assim, as apostas estão divididas para a votação de terça-feira na Carolina do Norte e Indiana.

O "Real Clear Politics", um site que compila os resultados de distintas pesquisas e oferece uma média, assinala que Obama é o favorito na Carolina do Norte, com uma vantagem de 7,2 pontos.

Em Indiana, pelo contrário, é Hillary quem leva a melhor, embora por uma margem pequena de 4,8 pontos percentuais. Mais uma vez, a sorte está longe de estar "lançada". EFE tb/rb/db

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