Mesmo com pacote, economia vai piorar, diz Obama

BEDFORD HEIGHTS - A quatro dias da posse, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou os norte-americanos a esperarem momentos econômicos ainda mais difíceis, já que o seu plano de recuperação não vai acontecer da noite para o dia.

Reuters |

Em discurso a operários de uma fábrica de peças para turbinas de energia eólica, em Ohio, Obama disse que "mesmo com as medidas que estamos tomando, as coisas vão piorar antes de melhorarem". "Quero que todos sejam realistas a respeito disso."

O futuro presidente chega ao último fim de semana antes da posse animado com a movimentação do Congresso para liberar bilhões de dólares em verbas emergenciais para combater a recessão, que já dura um ano.

Mas Obama também terá de administrar as expectativas, depois de uma campanha eleitoral que despertou tantas esperanças por mudança. "Não é tarde demais para mudar de rumo, mas só se tomarmos medidas dramáticas assim que possível", afirmou. "Do modo em que eu vejo, a primeira tarefa do governo é devolver as pessoas ao trabalho e fazer nossa economia funcionar de novo."

Na quinta-feira, democratas da Câmara aprovaram um pacote de estímulo de US$ 825 bilhões, que inclui grande parte das medidas solicitadas por Obama.

Também na quinta-feira, o Senado concedeu ao futuro presidente autoridade para gastar os US$ 350 bilhões restantes do fundo de US$ 700 bilhões criado em outubro para salvar o setor financeiro.

Sem tal munição, disse Obama, o país poderia perder sua vantagem competitiva na economia global. "Economistas de todo o espectro político nos dizem que, se nada for feito e continuarmos no nosso atual caminho, esta recessão pode perdurar por anos."

Em uma viagem em estilo "campanha eleitoral" a um Estado que de fato foi decisivo na sua eleição em novembro, Obama reiterou seu plano de criar meio milhão de empregos ligados à energia limpa.

Obama viaja em seguida a Filadélfia, onde no sábado vai iniciar uma viagem de trem até Washington, dando início informalmente às festividades da posse.

A transferência formal de poder, na terça-feira, será a conclusão de uma transição de três meses, marcada por alguns tropeços, inclusive a revelação de que seu indicado para o cargo de secretário do Tesouro, Timothy Geithner, sonegou milhares de dólares em impostos.

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