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Mesmo com crise, Petrobras faz apostas ambiciosas, diz Economist

Apesar da crise econômica e da queda no preço do petróleo, a Petrobras continua anunciando investimentos recordes e apostando em objetivos ambiciosos, diz a revista britânica The Economist, na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira.

BBC Brasil |

Intitulado "Pluging In" (uma expressão que tanto pode significar algo como "cavando fundo" ou "apostando alto", em tradução livre), o artigo cita o anúncio de investimentos da ordem de US$ 174 bilhões em cinco anos anunciado no mês passado pela estatal brasileira.

"Em um momento em que os gráficos mostram grandes declives que ameaçam empregos e as vendas de veículos, a ousadia da Petrobras pode ser um alívio para os brasileiros", diz a publicação, citando as projeções de produção de barris petróleo e de investimentos em refinarias anunciados pela empresa.

A revista também cita as descobertas das reservas na camada pré-sal, em 2007, "que deixaram os políticos intoxicados com a perspectiva de grandes riquezas" e fizeram com que o governo Lula propusesse a criação de um fundo soberano e a mudança no regime de exploração do combustível nestas áreas.

Ambição

Segundo a publicação, mesmo com a grande queda registrada nos preços do petróleo e a notícia de que a camada pré-sal dificilmente poderá ser explorada antes de 2013 por causa de dificuldades técnicas, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, continua "destemido".

"Nós temos a tecnologia, o acesso às reservas e achamos que podemos financiá-la. Por que não?", disse Gabrielli à publicação.

A Economist ainda enumera todos os planos da Petrobras para financiar a exploração das reservas, que vão desde financiamento com o BNDES até empréstimos que "são um voto de confiança de um mercado financeiro hesitante".

"O presidente da Petrobras insiste que os investimentos na camada pré-sal podem se pagar mesmo com o petróleo na faixa dos US$ 45."

"Com tantas companhias de petróleo cortando investimentos e produção, o preço do petróleo pode estar bem mais alto na época em que o combustível começar a sair do oceano (em 2013). Esta, pelo menos, é a aposta razoável por trás de um plano ambicioso", diz a revista.

Mesmo assim, muitos brasileiros, segundo a Economist, levantaram suspeitas de que "o plano de investimentos foi inflado para agradar políticos que estão no Conselho (de Administração) da Petrobras, presidido por Dilma Rousseff, apontada pelo presidente Lula como seu candidato favorito para as próximas eleições presidenciais".

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