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Mesmo com ausência de Lula, A.Latina marca presença em Davos

Davos (Suíça), 28 jan (EFE).- A América Latina marcou presença hoje no Fórum Econômico Mundial, que amanheceu com a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não viajaria mais a Davos, onde, na sexta-feira, receberia o prêmio Estadista Global de 2009.

EFE |

Hospitalizado em Recife por causa de uma crise de hipertensão registrada na noite de ontem, justo quando se preparava para viajar para a Suíça, Lula cancelou sua viagem por recomendação médica.

Agora, quem receberá o prêmio no lugar do chefe de Estado brasileiro é o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Mas, até o momento, ninguém sabe se ele também discursará no lugar de Lula.

De qualquer forma, a elite política e econômica reunida em Davos teve a chance de ouvir a voz da América Latina nos discursos de alguns líderes regionais.

Em seus pronunciamentos e em reuniões bilaterais, os presidentes do México, Felipe Calderón, e da Colômbia, Álvaro Uribe, aproveitaram o convite para participar do encontro para atrair investimentos e promover conferências que acontecerão em seus respectivos países ao longo de 2010.

Se, por um lado, Uribe tentou divulgar o Fórum Econômico para a América Latina, que acontecerá na cidade de Cartagena, Calderón tratou de promover a próxima convenção da ONU sobre a mudança climática, na qual a comunidade internacional fará de tudo para chegar a um acordo sobre o tema.

Diante dos presentes no fórum, Calderón pediu que os países desenvolvidos e em desenvolvimento parem de brigar sobre quem é são os culpados pela mudança climática e comecem a trabalhar conjuntamente contra essa ameaça.

"Todos estamos no mesmo avião, cujo piloto sofreu um ataque cardíaco, e, embora saibamos que há outro entre os passageiros, em vez de buscá-lo, passamos todo o tempo brigando entre os que são da classe econômica e da turística", afirmou o presidente, ilustrando as brigas entre países ricos e emergentes sobre esta questão.

Menos ambicioso, o colombiano Álvaro Uribe chegou ao fórum com dois objetivos claros: convencer executivos e banqueiros a participarem de uma versão americana do Fórum Econômico Mundial, que acontecerá em abril, e buscar investidores, motivo pelo qual se reuniu com vários empresários ao longo do dia.

Para convencer os executivos a viajarem até Cartagena das Índias, Uribe disse que há fatores na Colômbia que mostram uma tendência real de crescimento. Além disso, ele defendeu mais investimentos e parcerias entre as iniciativas pública e privada.

"Entre 2003 e 2008, a Colômbia teve uma taxa alta de crescimento fora do comum. Eu diria que agora há fatores que mostram uma tendência real de crescimento", destacou o chefe de Estado.

Além de Calderón e Uribe, o presidente panamenho, Ricardo Martinelli, jantará esta noite junto com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno. EFE mh/sc

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