Meshaal tem permissão para entrar na Jordânia pela primeira vez em dez anos

Amã, 28 ago (EFE).- O líder do movimento islamista palestino Hamas, Khaled Meshaal, exilado em Damasco, poderá entrar na Jordânia pela primeira vez em dez anos, graças à permissão concedida pelas autoridades jordanianas para que assista ao funeral de seu pai, falecido hoje em Amã.

EFE |

Segundo a agência estatal jordaniana Petra, o rei Abdullah II da Jordânia deu ordens para que se permita a entrada no país de Meshaal, atualmente Secretaria-Geral do Escritório Político do Hamas.

No entanto, uma fonte oficial, citada por Petra, matizou que o gesto do monarca só foi por "razões humanitárias e não tem nenhuma conotação política".

Por enquanto, se desconhece se o dirigente do Hamas viajará mesmo ao reino hachemita.

Meshaal foi deportado da Jordânia ao Catar em 1999, junto com outros dirigentes do Hamas, depois que a Jordânia decidisse fechar os escritórios do grupo islamista palestino em Amã.

O Governo jordaniano reconhece oficialmente a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e seu presidente, Mahmoud Abbas - líder do grupo nacionalista Fatah, facção rival do Hamas - como representante do povo palestino, mas não fez o mesmo com o movimento islamista, mesmo este sendo eleito democraticamente para governar a Faixa de Gaza.

O antigo chefe do Departamento Geral de Inteligência jordaniana, geral Mohammed Dahabi, manteve no ano passado uma série de conversas com responsáveis do Hamas em Amã, no que a imprensa local descreveu como uma tentativa de estabelecer vínculos justos e imparciais entre os dois movimentos palestinos.

No entanto, aparentemente esses esforços não evoluíram após a saída de Dahabi em janeiro passado. EFE ajm/fk

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