Damasco, 15 jan (EFE).- O chefe do Hamas, Khaled Meshaal, acusou hoje Israel de encobrir sua derrota com massacres na Faixa de Gaza, afirmando que o Exército israelense sofreu mais baixas em suas fileiras que os combatentes palestinos.

Em discurso transmitido pela rede de televisão "Al Jazira", com sede no Catar, Meshaal, exilado em Damasco, disse que "quando o Exército de Israel teme uma derrota, comete massacres contra crianças e civis. Eles (os israelenses) vem matando civis".

Além disso, afirmou que "as vítimas entre os combatentes (do Hamas) são menores que as mortes do inimigo israelense".

Mesmo assim, o secretário-geral do Hamas, grupo islamita palestino que controla Gaza, admitiu que a luta na faixa está sendo "dura e dolorosa", mas que sua organização ainda não perdeu a batalha.

Também, acusou Israel de usar bombas de fósforo em Gaza.

"Israel está matando civis com bombas de fósforo, proibidas internacionalmente, e outros tipos de munição para compensar suas perdas e seu fracasso em romper a 'resistência'", assinalou.

Por outro lado, Meshaal voltou a reiterar as condições de seu grupo para aceitar a proposta egípcia de cessar-fogo em Gaza: fim da ofensiva de Israel, retirada das tropas israelenses da faixa, levantamento do bloqueio e abertura das fronteiras, incluindo a de Rafah, esta, na verdade, com o Egito, que é quem a controla.

Israel lançou em 27 de dezembro uma ofensiva militar sobre Gaza, que já matou mais de mil palestinos e feriu cerca de 4.500 feridos, enquanto 13 israelenses morreram neste período e mais de 200 ficaram feridos.

Os ataques de Israel começaram 11 dias após o Hamas iniciar o lançamento de foguetes contra seu território, em 16 de dezembro -três dias antes do fim do cessar-fogo de 19 de dezembro, que o grupo islamita não quis renovar. EFE gb/jp

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