Merkel toma distância de críticas de Westerwelle

Berlim, 17 fev (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, se afastou abertamente hoje das críticas feitas pelo líder do Partido Liberal (FDP) e ministro de Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, sobre os programas sociais governamentais.

EFE |

"Deixei claro que o que Guido Westerwelle disse não são minhas palavras. Esse não é meu estilo", disse Merkel durante um ato de seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), em Demnin (leste da Alemanha.

Westerwelle causou polêmica ao dizer que a Alemanha tinha chegado a uma espécie de "socialismo espiritual" e que muitos pareciam se preocupar mais com os que vivem do dinheiro dos contribuintes - por meio de programas sociais - do que com os que trabalham para pagar seus impostos.

O ministro de Assuntos Exteriores alemão também disse que quem insinuava à população que o bem-estar sem esforço é possível convida a uma "vida própria da decadência romana".

No tradicional ato do FDP na Quarta-Feira de Cinzas, Westerwelle reiterou hoje suas críticas e declarou que, como ministro de Assuntos Exteriores, é obrigado a ser diplomático nas relações com outros países, mas que na política interna continua sendo o líder liberal e defensor de uma linguagem clara e direta.

"Só disse o que todos os políticos pensam, mas não se atrevem a dizer, porque acham que o povo não aguenta a verdade", disse Westerwelle.

O líder da União Social-Cristã (CSU), ala bávara da CDU, Horst Seehofer, também se distanciou, embora com menos clareza, de Westerwelle ao dizer que "queria mais serenidade por parte dos liberais e também de meu amigo Guido".

Já o líder do Partido Social-Democrata (SPD), o principal da oposição, Sigmar Gabriel, acusou Westerwelle de querer transformar os receptores de ajuda social em bodes expiatórios. EFE rz/bba

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