Merkel quer se reunir novamente com dalai lama, apesar de protestos da China

Berlim, 12 abr (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar disposta a se reunir novamente com o dalai lama, apesar dos protestos do Governo chinês após o encontro anterior de ambos.

EFE |

Em entrevista que será publicada pelo jornal "Frankfurter Allgemeine Zeitung" neste domingo, Merkel expressou sua vontade de repetir o encontro que teve com o líder espiritual tibetano em Berlim no mês de setembro, reunião que foi muito criticada por Pequim, e que provocou um esfriamento das relações bilaterais.

O dalai lama voltará a visitar a Alemanha em meados de maio, data em que a chanceler estará em Lima, para a cúpula América Latina-União Européia.

"Tenho certeza de que haverá outra ocasião para voltar a conversar com o dalai lama. Minha relação com ele e a sua com a China são duas coisas muito diferentes", declarou Merkel ao "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

Segundo a revista "Der Spiegel", mesmo com a impossibilidade do encontro entre a chanceler alemã e o líder espiritual tibetano em maio, a diplomacia chinesa já vem trabalhando com a intenção de impedir que o dalai lama seja recebido por outras autoridades.

A publicação afirma que membros da Embaixada chinesa na Alemanha tentaram pressionar membros do Parlamento alemão, entre eles o presidente da comissão de Assuntos Exteriores, Ruprecht Polenz, para que não recebam o dalai lama.

A pressão chinesa foi percebida inclusive pelo presidente do Bundestag (Câmara Baixa), Norbert Lammert, que não só telefonou para o embaixador chinês no país, Ma Canrong, para expressar-lhe seu protesto, como também lhe enviou uma carta demonstrando sua preocupação "pela situação no Tibete e em outras partes da China".

Dois dias depois dessa conversa telefônica, que durou uma hora, segundo o "Der Spiegel", Pequim condenou o ativista de direitos humanos chinês Hu Jia, gravemente doente, a três anos e meio de prisão, pelo crime de "subversão".

Lammert deve se reunir com o dalai lama em meados de maio na cidade de Bochum.

O líder espiritual tibetano também visitará as cidades de Mönchengladbach, Nuremberg e Bamberg. EFE cv/bba/gs

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