Merkel pede voto na direita para superar recessão na Alemanha

A chanceler alemã Angela Merkel pediu neste sábado, véspera das eleições legislativas, que os alemães votem maciçamente no campo conservador para retirar rapidamente o país da maior recessão de sua história no pós-guerra.

AFP |

"Trata-se de decidir como vamos sair rápido da crise" econômica, afirmou Merkel, que tem quase assegurada a sua permanência à frente do governo.

Ao retornar da cúpula do G20 que reuniu os principais países industrializados e emergentes em Pittsburgh (leste dos Estados Unidos), Merkel participou em Berlim do último ato de campanha diante de milhares de militantes de seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU).

Após lembrar que a maior potência econômica europeia teria um retrocesso de 5% em seu Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, a chanceler insistiu que a Alemanha precisa de "estabilidade" e não de "experiências".

Ovacionada por uma multidão que bradava "Angie, Angie", a chanceler mais popular da história do pós-guerra, voltou a expressar a sua preferência pela formação de uma coalizão com os liberais do Partido Democrático Livre (FDP).

Durante os trinta minutos de seu discurso, não mencionou em momento algum o seu principal adversário, o ministro social-democrata das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier.

"Amanhã, tentaremos dar à União (democrata-cristã) a força para formar um novo governo na Alemanha, em uma nova constelação" com o FDP, disse a seus seguidores, reunidos em uma sala de concertos.

Merkel preocupou-se muito em atacar o campo do Partido Social-Democrata (SPD), já que seu objetivo continua sendo conseguir uma maioria para formar governo com o FDP. Ela poderá se ver obrigada a repetir uma nova "grande coalizão" direita-esquerda, como a atual.

As pesquisas concedem na melhor das hipóteses 48% das intenções de voto para os conservadores CDU/CSU e para o FDP, o que daria a eles justamente a metade das cadeiras do Parlamento. E o SPD tem entre 26 e 27% das intenções de voto.

Este final de campanha eleitoral foi marcado pela multiplicação das ameaças terroristas.

A Polícia judicial descobriu na internet um novo vídeo, procedente dos círculos talibãs, que ameaça a Alemanha com atentados caso não retire suas tropas do Afeganistão.

Depois de sexta-feira a rede Al-Qaeda divulgou outros vídeos dirigidos à Alemanha, em um dos quais ameaçou diretamente o país.

yap/dm

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