Merkel participa de inauguração de nova instalação da Volkswagen no Brasil

Waldheim García Montoya São Bernardo do Campo (Brasil), 15 mai (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, inauguraram hoje em São Bernardo do Campo o maior centro de desenho da companhia.

EFE |

"É uma alegria poder inaugurar este centro, pois o Brasil não será apenas um centro de produção, mas se transformará em um centro de desenho e inovação desta companhia, que como tantas alemãs contribui há muito tempo para o desenvolvimento do país", declarou Merkel.

O Centro de Realidade Virtual, com um investimento de R$ 4,2 milhões, aplicará uma tecnologia inovadora de terceira dimensão para os diferentes modelos de veículos.

O novo centro facilitará também o contato em tempo real com outras instalações ao redor do mundo por meio de um banco de dados e de interação.

Durante o ato, Merkel transmitiu o reconhecimento que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu na última quarta em Brasília, fez da multinacional em sua contribuição para o desenvolvimento da indústria automotiva do país.

"O presidente (Lula) me disse que é um filho da Volkswagen - companhia na qual trabalhou - e que por isto sabe que tem sempre as portas abertas aqui", declarou a chanceler.

Em seu passeio pelas instalações da principal instalação da companhia no país, Merkel voltou a fazer menção à tecnologia dos biocombustíveis desenvolvida pelo Brasil e que a empresa aplica em seus automóveis flex, que permitem a combustão com gasolina, com o álcool ou com a mistura dos dois.

"A tecnologia flex já tem sua aceitação e os biocombustíveis vão conquistar a Europa, mas existem preocupações sobre o etanol.

Queremos conhecer mais da segunda geração dos biocombustíveis", declarou Merkel.

Em sua primeira visita ao Brasil como chanceler, Merkel insistiu em reiteradas ocasiões na transparência do Brasil na produção e comércio do etanol.

"A Alemanha vai estar na Conferência de Biocombustíveis que o Brasil organiza para o segundo semestre e a União Européia (UE) e Alemanha estão a seu favor como contribuição à proteção do clima", declarou.

Neste sentido, fez um apelo pela proteção dos ecossistemas e para evitar que a produção de biocombustíveis "não afete a soja, a pecuária e o resto de alimentos".

No entanto, descartou que o auge dos biocombustíveis esteja incidindo no aumento generalizado do preço dos alimentos.

"Como defende o presidente Lula, os hábitos alimentares mudaram em muitos povos, há pessoas se alimentando melhor no nordeste do Brasil e na Índia, por exemplo", declarou.

Quanto à substituição de cultivos de alimentos como cana-de-açúcar, milho, soja e oleaginosas para gerar matérias-primas de biocombustíveis, Merkel afirmou que o Brasil não tem problemas neste sentido.

Os plantios de cana-de-açúcar no Brasil representam 1% do total dos cultivos agrícolas do país e a capacidade produtora do etanol poderia ser aumentado usando como máximo o dobro deles.

O Brasil é o maior produtor mundial de etanol a partir da cana de açúcar.

Após este ato, Merkel e sua comitiva viajaram de São Paulo para Lima, onde amanhã será realizada a 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês). EFE wgm/fal

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