Merkel mantém meta de equilibrar orçamento alemão apesar de crise da economia

Berlim, 17 set (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou hoje a meta de conseguir equilibrar os orçamentos públicos para 2011 apesar da crise financeira internacional à qual a Alemanha não ficará imune, reconheceu perante o plenário do Parlamento.

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A crise financeira afetará apenas "moderadamente" a Alemanha, disse Merkel, que explicou que "os efeitos são moderados, mas é claro que uma economia aberta como a alemã não poderá permanecer totalmente imune".

Merkel também citou como a Alemanha, durante sua Presidência do G8 (os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) no ano passado, tinha lançado uma iniciativa para aumentar a transparência nos mercados do setor bancário, o que foi criticado por alguns como um plano intervencionista e regulador.

"Muitos disseram que se tratava de planos de regulação, agora vemos que estávamos certos", afirmou a chanceler alemã no debate parlamentar sobre o orçamento da Alemanha para 2009.

Merkel acrescentou que, com relação a isto, o debate felizmente avançou.

Apesar da crise, Merkel defendeu as metas orçamentárias de seu Governo e disse que a economia alemã é suficientemente robusta para sair bem da crise internacional.

A chanceler afirmou que a atual conjuntura não depende na mesma medida, como em anos atrás, do que acontece nos Estados Unidos e disse que há outros centros importantes na Ásia, na América Latina e na Europa.

Também lançou uma advertência contra a possível tentação de buscar um isolacionismo e lembrou que a Alemanha tira proveito dos 600 bilhões de euros investidos todos os anos por empresas estrangeiras no país e dos 700 bilhões de euros que as companhias alemãs investem no exterior.

No entanto, Merkel defendeu expressamente os planos de criar obstáculos legais que impeçam que consórcios estrangeiros se apropriem de empresas alemãs de importância estratégica.

O ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrück, descartou ontem o risco de recessão na Alemanha, apesar de ter admitido que a crise financeira é o maior risco conjuntural para a economia alemã.

A oposição se mostrou hoje cética de que a meta fixada pelo Governo é quase impossível de ser alcançada.

O presidente do Partido Democrático-Liberal (FDP), Guido Westerwelle, acusou o Governo de ter desperdiçado os anos das "vacas gordas" nos quais não conseguiu a consolidação que pretende obter agora em tempos de desaceleração da economia. EFE rz/wr/fal

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