Merkel fecha campanha pedindo voto de indecisos a Governo estável

Berlim, 26 set (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, fechou hoje, em Berlim, sua campanha à reeleição com uma chamada aos ainda 15 milhões de indecisos a dar seu voto a um Governo estável dirigido por uma União Democrata-Cristã (CDU) forte.

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Recém-chegada da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), onde se tentava "evitar que os bancos possam voltar a chantagear os Estados", Merkel falou na repleta Arena de Berlim.

Nos últimos meses, a líder democrata-cristão repetiu como o mundo se equivocou ao permitir que os bancos adquirissem semelhante poder.

"Os banqueiros achavam que eles não deviam ter regras. Isso foi um dos maiores erros das últimas décadas. É algo que não pode continuar assim. O Estado deve ser o guarda da ordem, como sempre propôs a economia social de mercado", disse Merkel.

No entanto, até quatro anos atrás, sua principal bandeira era a defesa da liberdade, incluindo a liberação total dos mercados, programa com o qual defendeu sua anterior campanha eleitoral, antes de formar Governo com os social-democratas.

Na reta final, Merkel deixou de falar das conquistas alcançadas em conjunto com o Partido Social-Democrata Alemão (SPD) e passou ao ataque frontal.

O SPD é um partido "que não sabe o que quer", confia em que o líder do Partido Liberal (FDP) "Guido Westerwelle quebre sua palavra de não fazer coalizão com social-democratas e verdes" ou espera que haja uma reedição da grande coalizão, disse.

"A estabilidade só pode acontecer com uma União (CDU/CSU) forte em coalizão com o FDP", insistiu.

Merkel se dirigiu a um terço de cidadãos com direito a voto, ou seja cerca de 15 milhões, que ainda estão indecisos e os convidou a fazer uso desse "maravilhoso direito que é o voto livre".

A chanceler disse isso "como alguém que, durante 35 anos, não teve essa possibilidade", por ter crescido em um sistema como o da extinta República Democrática Alemã (RDA).

Merkel parte como ganhadora certa das eleições de amanhã, apesar de, nos últimos dias, as pesquisas mostrarem menor distância entre democrata-cristãos e liberais frente a social-democratas, verdes e esquerda. EFE ih/an

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