Merkel expressa condolências a Karzai pelo massacre no Afeganistão

Em visita surpresa ao Afeganistão, chanceler alemã lamenta morte de 16 civis por soldado americano no sul do país

iG São Paulo |

A chanceler alemã Angela Merkel fez uma visita surpresa ao Afeganistão nesta segunda-feira e expressou suas condolências ao presidente do país, Hamid Karzai, pela morte de 16 civis por um soldado americano no domingo.

A chefe de governo da Alemanha visitou as tropas de seu país em Mazar-e-Sharif pela manhã em uma visita planejada antes do ataque, mas não anunciada. Falando por telefone com Karzai, a chanceler garantiu ao presidente que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) fará tudo para esclarecer as circunstâncias do suposto ataque.

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Reuters
Chanceler alemã está no Afeganistão, para onde viajou esta noite de surpresa

O soldado americano é acusado de matar 16 civis no sul do Afeganistão e, depois, queimar seus corpos. O Taleban fez um apelo por vingança enquanto o governo dos EUA reforçou a segurança de prédios diplomáticos e bases militares.

A Alemanha tem cerca de 4,8 mil soldados no Afeganistão. Imagens de TV mostraram a chanceler visitando um memorial em homenagem aos 52 alemães mortos desde o início do conflito, em 2001.

O governo alemão pretende reduzir o número de soldados no Afeganistão para 4,4 mil até janeiro de 2013, enquanto o fim das operações de combate da Otan está previsto para o fim de 2014.

Durante a visita, a chanceler alemã disse que “progresso está sendo feito”, mas que ainda não é possível garantir se o cronograma será cumprido. “Não sei se vamos conseguir fazer o que queremos até 2013 ou 2014”, afirmou. “A vontade existe, queremos conseguir e estamos trabalhando nisso.”

Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo ter ficado " profundamente entristecido " pelos assassinatos de civis.

"Este incidente é trágico, chocante e não representa a qualidade excepcional de nossa força militar e o respeito que os Estados Unidos têm pelo povo afegão", disse Obama, em um comunicado.

Os soldados americanos já enfrentam duras críticas no Afeganistão. No mês passado, tropas do país queimaram várias cópias do Alcorão , o livro sagrado dos muçulmanos. Uma série de protestos motivados pelo caso deixou 30 mortos, entre eles seis soldados americanos.

Com AP e Reuters

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