Merkel entra em fase decisiva da campanha e defende Governo com liberais

Berlim, 31 ago (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, entrou hoje na fase decisiva da campanha para as eleições gerais e ratificou que seu objetivo é vencê-las e governar em aliança com os liberais.

EFE |

Segundo ela, a meta é se descolar da grande coalizão com os social-democratas que, segundo ela, dividiu seu eleitorado.

A "dolorosa queda de votos" sofrida neste domingo, quando sua legenda, a União Democrata-Cristã (CDU) perdeu a maioria absoluta em dois estados federados alemães, é em parte "expressão do descontentamento com o Governo de grande coalizão", admitiu Merkel.

"A 'fase quente' da campanha começa agora", declarou a chanceler à imprensa junto aos líderes dos estados federados, "e nela ficará claro que um Governo entre a CDU e o Partido Liberal (FDP) é a melhor opção em tempos de crise econômica global".

Impedir tal união é a meta do candidato social-democrata e ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, que festejou ontem a perda da maioria absoluta da CDU nos estados federados de Sarre e Turíngia.

O Partido Social-Democrata (SPD) celebrou essa perda de votos como uma vitória própria, embora suas possibilidades de conseguir uma mudança no poder nesses estados federados passa por se coligar com A Esquerda, o partido que eleição após eleição se alimenta dos votos perdidos pelas legendas maiores.

Os grandes vencedores das eleições regionais de ontem foram os partidos pequenos, já que tanto o FDP, quanto os Verdes e A Esquerda melhoraram seus resultados.

A Esquerda, que reúne a dissidência do SPD e pós-comunistas, há tempos deixou de ser um partido que só conseguia cadeiras na ex-Alemanha Oriental e conta agora com representação em 11 dos 16 estados federados.

Merkel ironizou sobre a "pequenez" do SPD, cujos resultados não são compatíveis como uma legenda que aspira à Chancelaria.

Segundo os analistas, o SPD não é o único "nutriente" do eleitorado do A Esquerda. Na Turíngia, se observou um claro deslocamento de eleitores da CDU nessa direção. EFE gc/bba

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