Merkel elogia medidas da UE sobre economia e mudança climática

Bruxelas, 12 dez (EFE) - A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou hoje que as medidas econômicas e contra a mudança climática adotadas na cúpula de chefes de Estado e de Governo da União Européia demonstraram amplamente que a UE é capaz de atuar em um contexto de crise.

EFE |

"Hoje fui madame sim", afirmou Merkel em entrevista coletiva, em referência ao apelido de "madame não" dado pela imprensa devido à sua oposição inicial aos projetos da Comissão Européia (CE, braço Executivo da UE) para superar a crise econômica.

A chefe de Governo do país com a maior economia da UE destacou que durante os dois dias de reunião em Bruxelas, "ficou mais do que claro que a Alemanha fará o que puder" para estimular a atividade na Europa.

Sobre os motivos que a levaram a descumprir as previsões mais pessimistas e apoiar as medidas, Merkel explicou que as decisões que foram adotadas caminham lado a lado com o total interesse da Alemanha, país que verá estimuladas "áreas cruciais" de sua economia.

Ela se referiu, por exemplo, à importância de que a Comissão tenha "esclarecido o que é uma ajuda de estado e o que não".

Merkel referia-se ao momento no qual a CE aceitou o pedido franco-alemão e deu aos Estados-membros o poder de oferecer assistência financeira a entidades que não estão em perigo de quebra.

A chanceler afirmou que a ação coordenada e simultânea de todos os Estados-membros "terá um impacto maior na criação de postos de trabalho e no crescimento".

Em todo caso, afirmou que, na Alemanha, começará a ser estudada em janeiro a possibilidade de introduzir "novas medidas de estímulo" da economia, quando tiverem sido avaliados os resultados das ações que já foram iniciadas.

Sobre as medidas para combater a mudança climática, Merkel negou que tenha havido um rebaixamento nas ambições de verba, e qualificou de "sucesso" o pacote climático.

Além disso, apesar de ter admitido que, inicialmente, "pode haver alguma reestruturação", ao passar a uma economia mais baseada nas energias limpas, afirmou que está "certa" de que finalmente terá um impacto positivo para a geração de emprego. EFE met/db

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