Merkel diz que saída do Afeganistão será pior que o 11-9

Berlim, 22 abr (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que uma saída apressada do Exército alemão do Afeganistão seria um acontecimento mais catastrófico que as consequências dos atentados terroristas ocorridos nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, pois colocaria o país afegão no caos e na anarquia.

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Em declaração diante do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão), Merkel ressaltou que a retirada antes do tempo representaria um "estímulo" aos extremistas radicados no Afeganistão e em outros países vizinhos.

Destacou que a operação no país asiático é fundamental na luta contra o terrorismo internacional e "seria uma conclusão errônea pensar que a Alemanha não está no ponto de mira do terrorismo internacional", afirmou.

Merkel referiu-se às críticas contra a presença alemã no Afeganistão depois que oito soldados alemães morreram em atentados no Afeganistão nas últimas três semanas.

A chanceler disse que seu Governo, que reúne democratas-cristãos, social-cristãos e liberais, não "minimiza" nem "encobre" a difícil situação dos soldados no Afeganistão.

Insistiu, no entanto, que não se pode pedir "coragem" aos militares se os deputados do Bundestag não têm a "coragem" de apoiar a decisão adotada até fevereiro passado de ampliar o contingente germânico para 5.350 soldados.

Merkel admitiu alguns erros na estratégia prevista para o Afeganistão no último ano.

"Houve alguns avanços e muitos retrocessos e alguns de nossos objetivos foram em parte irreais e em parte incorretos", afirmou.

Por sua vez, o presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Sigmar Gabriel colocou em dúvida a "validade constitucional" do mandato alemão nesse país asiático.

Lamentou a "retórica de guerra" da chanceler e acusou o Governo de não ter uma clara estratégia com relação à presença alemã no Afeganistão.

O Bundestag lembrou hoje os soldados mortos nas últimas semanas por suas "contribuições à segurança e à liberdade" dos alemães, assinalou o presidente da câmara baixa, Norbert Lammert. EFE nvm/dm

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