Merkel defende Otan com redes de cooperação contra ameaça global

Munique (Alemanha), 7 fev (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje, em Munique, uma reforma da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que estabeleça redes de cooperação em matérias de segurança, para poder enfrentar melhor as ameaças conjuntas da globalização.

EFE |

Merkel, que em abril será - junto com o presidente francês, Nicolas Sarkozy - anfitriã da cúpula da Otan, na comemoração dos 60 anos da Aliança, ressaltou em conferência sobre segurança em Munique que, diante das ameaças assimétricas e o terrorismo globalizado, não pode haver mais "pensamentos em bloco", mas respostas conjuntas.

Dentro desse novo conceito de redes de cooperação, a principal âncora deve ser a relação transatlântica, precisamente entre a Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD) e a Otan, disse Merkel.

Para isso, acrescentou, a cooperação dentro da Europa tem que melhorar visivelmente e devem ser superados bloqueios entre países que são membros de uma organização e não da outra, como no caso da Turquia e Chipre.

Segundo a chanceler, a PESD mostrou, apesar de tudo, que é capaz de funcionar eficazmente, como demonstram as 22 missões das quais participou, das quais 13 estão funcionando atualmente.

Por isso, acrescentou, a PESD é um instrumento para fortalecer a Otan.

Merkel estendeu também uma ponte à Rússia, mas ressaltou que o fortalecimento da cooperação UE-Rússia não deve ter como efeito o enfraquecimento da Otan ou da PESD.

Também defendeu a decisão de ampliar a Otan à Ucrânia e Geórgia, e ressaltou que nenhum terceiro deve impor quem serão membros ou não. EFE ih/an

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