Berlim, 29 jun (EFE).- A chanceler Angela Merkel defendeu hoje em Berlim que rebaixar substancialmente os impostos na próxima gestão é a forma sensata de favorecer o crescimento econômico e tirar, assim, a Alemanha da crise.

"Temos força para enfrentar o maior desafio econômico que a Alemanha teve nos últimos 60 anos", disse a chanceler em um congresso eleitoral conjunto da União Democrata-Cristã (CDU) e da União Social-Cristã (CSU), da Baviera.

A cúpula diretiva da aliança conservadora acordou ontem seu programa eleitoral para o próximo pleito, de setembro, que inclui uma baixa impositiva de 15 bilhões de euros em quatro anos, mas que não fixa prazos concretos, o que valeu críticas de seus adversários políticos.

Com investimentos em pesquisa e educação, um novo impulso às energias renováveis e à luta contra a mudança climática, a CDU, com seus parceiros bávaros, buscará revalidar em setembro sua posição como legenda política mais votada da Alemanha.

Merkel disse que a "liberdade sem ordem" nos mercados financeiros internacionais gerou para economia uma "crise existencial" e defendeu uma nova estrutura financeira que freie esses "excessos".

"Uma crise como a atual não deve voltar a se repetir nunca", afirmou a presidente da CDU.

Para ela, o trabalho fundamental do próximo Governo deverá ser "conseguir que a Alemanha saia reforçada da crise", para o que afirmou que será necessária uma "fantasia extraordinária" na hora de adotar medidas destinadas a atenuar a recessão. EFE nvm/rr

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