Merkel critica atitude do Vaticano em relação ao bispo negacionista

A chanceler alemã Angela Merkel criticou nesta terça-feira que o esclarecimento do Vaticano sobre a reabilitação de u bispo que nega a existência do Holocausto.

AFP |

"Em minha opinião, esse esclarecimento é totamente insuficiente", declarou Merkel, que é protestante.

No final de janeiro, o Papa alemão Bento XVI suspendeu a excomunhão do bispo britânico Richard Williamson, que negou na televisão sueca a existência das câmaras de gás nas quais os nazistas mataram seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

La jefa del gobierno alemán, que es protestante, se refería a las palabras de un alto prelado vaticano, el cardenal Walter Kasper, que reconoció "errores" de gestión y comunicación por parte de la Santa Sede en la rehabilitación de Williamson.

"Si la actitud del Vaticano puede dar la impresión de que se puede negar el Holocausto, entonces se trata de temas fundamentales sobre la relación con el judaísmo", explicó Merkel al margen de una conferencia de prensa, al subrayar que, "por regla general", no comentaba las decisiones de la Iglesia católica.

Nesta terça, o cardeal alemão Walter Kasper admitiu os 'erros' de gestão e comunicação do Vaticano no escândalo desatado pela suspensão de excomunhão do bispo.

"Certamente, houve erros de gestão por parte da cúria romana", declarou o religioso, que é presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos falando numa entrevista à Rádio Vaticano,

Por sua parte, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal italiano Tarcisio Bertone, assegurou que "o caso está encerrado", em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal católico Avvenire.

As declarações de Richard Williamson "perturbaram o Papa e a Igreja católica", já havia admitido.

"Os lefebvrianos pediram claramente perdão ao Papa", assegurou o número dois da Santa Sé.

Dois dias antes da divulgação, em 24 de janeiro passado, do decreto de anulação da excomunhão, um dos quatro bispos do movimento integrista de Lefebvre beneficiados, Richard Williamson, fez as polêmicas declarações que obrigou Bento XVI tuvo a intervir pessoalmente para tentar diminuir a indignação entre associações judaicas e católicas.

O bispo afirmou ainda na ocasião que "não existiram as câmaras de gás na Alemanha nazista" e que só morreram "200.000 a 300.000 judeus" e não os seis milhões que se calcula.

Williamson acabou lamentando os "sofrimentos" que causou ao Papa Bento XVI por suas "observações imprudentes", em carta publicada em seu próprio site e endereçada ao ao cardeal Dario Castrillon Hoyos, o prelado encarregado das negociações com os católicos da Fraternidade São Pio X (FSSPX).

El semanal Der Spiegel trata de analizar, asimismo, por qué "daña a la Iglesia católica" un Papa alemán, que desde que se convirtió en el jefe de los 1.100 millones de católicos existentes en el mundo hizo controvertidas declaraciones, a veces juzgadas como ofensivas, sobre los musulmanes, las mujeres, los homosexuales e incluso los científicos.

La comunidad judía alemana ha sido una de las voces más duras en alzarse contra la anulación de la excomunión a cuatro obispos de la Fraternidad de San Pío X, entre ellos Williamson, excomulgados hace 20 años por el papa Juan Pablo II por rechazar el Concilio Vaticano II.

"Lo que ha hecho Benedicto XVI es inexcusable", subrayó en una entrevista a Der Spiegel Salomon Korn, vicepresidente del Consejo Central de los Judíos de Alemania, que ha suspendido hasta nueva orden todo diálogo con la Santa Sede.

"Consideraba a Ratzinger un hombre circunspecto y clarividente. Aparentemente, me equivoqué", añadió Korn.

El malestar es también patente en las altas instancias de la Iglesia católica alemana por considerar que la decisión papal ha provocado una "pérdida de confianza" y de "credibilidad" en Benedicto XVI.

El eminente teólogo católico Hermann Häring incluso ha pedido la dimisión del Papa, de 81 años.

En cambio, el arzobispo de París, el cardenal André Vingt-Trois, defendió el martes la decisión de Benedicto XVI por considerarla una señal de "apertura", si bien pidió a los obispos rehabilitados que renuncien, "real y profundamente" al negacionismo.

nou/cn

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