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Merkel afirma que imigrantes devem conhecer idioma do país de destino

Estrasburgo (França), 15 abr (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, justificou hoje na Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa que sdeve ser necessário pedir aos imigrantes que chegam a seu país que tenham conhecimentos básicos do alemão.

EFE |

Merkel apresentou como exemplo a reunificação familiar e o caso de uma mulher que chega à Alemanha sem nenhum conhecimento de alemão, algo que lhe impede de "pedir ajuda por telefone ou se beneficiar dos serviços mais básicos".

"Pedir a uma pessoa que aprenda uma língua estrangeira é uma violação de seus direitos"?, perguntou retoricamente a chanceler em sua primeira visita a esta entidade.

Esta resposta de Merkel a um legislador turco, que lhe perguntou sobre a situação dos imigrantes que acabaram de chegar, conseguiu o aplauso do próprio questionador.

Além disso, Merkel afirmou que "a sociedade ganha com os movimentos de imigração" e acrescentou que "o diálogo é a chave para a integração".

Em sua intervenção, Merkel também se referiu às minorias nacionais - "um enorme desafio para a Europa", já que há vários "conflitos pendentes" - e ao "malabarismo" entre autonomia e coesão nacional, quando um grupo da população quer se "autodeterminar culturalmente" e o Estado mantém as coisas assim como estão.

A chanceler afirmou que a violência nunca pode ser a resposta para solucionar estas questões e celebrou que o Conselho da Europa considere uma prioridade o diálogo intercultural.

Por outro lado, ela defendeu que o chamado projeto "Processo de Barcelona: União pelo Mediterrâneo" conte com a participação de todos os países da União Européia (UE), pois questões como a imigração e o terrorismo são comuns a todos os membros.

Merkel se mostrou convencida de que o novo projeto será uma "continuação qualitativa" do Processo de Barcelona. EFE ja/fal

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