Merkel acha que economia social de mercado é a chave para sair da crise

Berlim, 1 dez (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, acredita que a chave para solucionar a crise financeira e econômica mundial prevê instaurar em nível global a economia social de mercado, um modelo nascido na Alemanha que deve se transformar em seu melhor produto de exportação.

EFE |

"A economia social de mercado é a forma mais humana de tramitar uma economia. É preciso fazer da economia social de mercado um produto de exportação", disse Merkel hoje, em seu discurso no congresso da União Democrata-Cristã (CDU), em Stuttgart, no qual se apresenta à reeleição como presidente do partido.

Merkel disse que, neste momento de crise, não é possível seguir o exemplo de experiências anteriores, porque é uma situação sem precedentes, o importante é guiar-se pela razão e, se for necessário, agir contracorrente.

Com isso, justificou sua decisão de não lançar um grande plano de resgate econômico, algo que gerou críticas da União Européia, ou de antecipar a grande reforma tributária prevista para a próxima legislatura, como exigiram alguns correligionários.

Merkel também descartou hoje uma rápida redução de impostos, mas afirmou que a Alemanha e seu Governo "estão abertos" a "todas as opções" para enfrentar a crise financeira.

"A Alemanha mantém abertas todas as opções para lutar com efetividade contra esta crise. Digo explicitamente: todas as opções", disse.

Uma rápida redução agora dos impostos seria "irresponsável" perante o contribuinte "de hoje e do amanhã", enfatizou Merkel, que insistiu, assim, em sua recusa em adotar esta medida na atual legislatura.

Merkel insistiu em que a crise global só pode ser resolvida em escala global, e por isso reivindicou uma ação coordenada para chegar a uma nova ordem econômica mundial, que se guie pelos princípios da economia social de mercado.

Após um discurso centrado quase exclusivamente na crise econômica, Merkel se submeterá ainda hoje à quarta reeleição como presidente do partido. EFE ih-gc/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG