Mercosul ganha tratamento especial em novos textos de Doha

Genebra, 10 jul (EFE) - Os novos textos sobre agricultura e produtos industriais da Rodada de Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentados hoje têm como principal mudança o tratamento especial que será dado ao Mercosul para que possa flexibilizar as reduções pactuadas de tarifas. Para conseguir isso, será tomado como base o volume de negócio do Brasil, em vez de o de todo o bloco. Além disso, será dado um tratamento especial à Venezuela e à Bolívia, por terem um sistema de importações muito concentrado. No geral, os textos apresentaram poucas mudanças em relação aos anteriores, e os autores alertaram para que a negociação vai continuar até que os ministros se reúnam. Os presidentes dos grupos negociadores da agricultura, o embaixador neozelandês Crawford Falconer, e o de produtos industriais, o embaixador canadense Don Stephenson, apresentaram hoje a terceira revisão de alguns textos que escreveram pela primeira vez há um ano. O texto não está fechado. Existem ainda muitos temas para resolver, pelo que existe a possibilidade de que haja modificações no documento no último momento.

EFE |

Podemos continuar negociando mesmo até o dia 21", afirmou Stephenson em entrevista coletiva.

Está previsto que ministros de países-chave da OMC se reúnam em Genebra em 21 de julho para tentar conseguir concluir as modalidades em que estabelecerão o corte de subsídios e tarifas de importação.

Ambos os diplomatas destacaram que seus textos são agora mais limpos, puros e fáceis de entender e, por isso, os ministros não terão dificuldade em tomar decisões políticas em relação ao conteúdo.

Em relação aos subsídios agrícolas, caso se aplique a proposta de Falconer, a União Européia (UE) deveria reduzir suas ajudas entre 75% e 85%; Estados Unidos e Japão, entre 66% e 73%; e o resto de países entre 50% e 60%. EFE mh/rb/db

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