Mercosul estuda criar equipes conjuntas de investigação criminal

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE).- Os países do Mercosul e seus associados se comprometeram hoje a estudar a possibilidade de criar equipes conjuntas de investigação para combater o crime organizado e emitir mandatos de captura com vigência em todo o bloco.

EFE |

O compromisso foi uma das principais novidades no comunicado conjunto de 32 pontos divulgado pelo Mercosul ao final da cúpula de hoje na Costa do Sauípe, na Bahia.

Segundo a declaração, os líderes "reconhecem a importância de avançar nos estudos sobre as equipes de investigação conjuntas e a respeito do Mandato Mercosul de Captura com vistas a sua futura implementação".

Tais ferramentas, segundo o texto, podem fortalecer o compromisso dos países da região de "combater o crime organizado transnacional e de coordenar esforços para esse fim".

O texto foi assinado pelos líderes dos membros do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai -, além da Venezuela, em processo de adesão plena, e dos países associados - Bolívia, Colômbia, Equador, Chile e Peru.

Os líderes também destacaram a "importância da cooperação nas reuniões de chefes de Polícia do Mercosul para pôr em operação políticas de segurança definidas pelos ministros de Interior do bloco".

No âmbito judicial, os membros do bloco destacaram a elaboração de um guia comum de "boas práticas para a transferência de pessoas condenadas" a fim de facilitar os acordos assinados pelos países da região.

Igualmente, pediram aos países do bloco que se somem ao acordo sobre o benefício da assistência jurídica gratuita.

A declaração da Costa do Sauípe, além de todos os compromissos comuns a esse tipo de documento, também inclui um pedido para a finalização "satisfatória" das negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os líderes destacaram também "a necessidade de uma reforma profunda e ambiciosa da arquitetura financeira internacional e do estabelecimento, no âmbito global, de instrumentos que permitam respostas concretas, imediatas e mais adequadas à crise". EFE cm/rr

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