TUCUMÁN, Argentina (Reuters) - O Mercosul aprovou na terça-feira o envio de observadores para o referendo que o presidente boliviano, Evo Morales, enfrentará no dia 10 de agosto. Morales, que vive uma dura crise política, já que regiões de seu país estão declarando autonomia, pediu o apoio aos líderes do bloco durante a cúpula que está sendo realizada na Província argentina de Tucumán.

'Quero saudar o apoio dos países da América do Sul em relação ao referendo revogatório no meu país', disse Morales.

O presidente pode ter de abandonar o cargo, caso o 'não' no referendo supere em número e porcentagem os votos que o levaram à Presidência, em 2005.

Durante a reunião do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu total apoio à situação de Morales.

'Sua vitória na Bolívia foi a vitória mais significativa de toda a América Latina', disse Lula.

Serão necessários quase 54 por cento dos votos para derrubar Morales.

'Não tenho medo do povo boliviano. É melhor submeter-se ao povo do que ao império. É melhor submeter-se ao melhor tribunal, que é o povo, para que diga se devemos ou não fazer algo', disse Morales.

(Reportagem de César Illiano)

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