Mercosul e UE querem avanço em acordo de livre comércio

Chanceleres de países do Mercosul e da União Europeia decidiram, nesta segunda-feira, dar um novo impulso às negociações para um acordo de livre comércio entre os dois blocos. A decisão foi tomada durante uma reunião dos chanceleres dos quatro países sul-americanos e os de Portugal e Espanha, que ocorreu em Cascais, à margem da Cúpula Ibero-Americana.

BBC Brasil |

"A Espanha está assumindo a presidência da União Europeia no primeiro semestre do ano que vem, numa nova configuração europeia. Tanto (o presidente da Comissão Europeia, José Manuel) Durão Barroso, como a nova representante para as relações exteriores da Europa, Catherine Ashton, e o governo espanhol estão todos convencidos do interesse em retomar com sentido de urgência as negociações", afirmou o secretário-executivo do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Aguiar Patriota.

Segundo Patriota, os motivos para a nova postura europeia são as consequências da crise, com o aumento do desemprego, a frustração em relação ao processo de negociação da rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio e a força das economias latino-americanas, sobretudo do Brasil.

De acordo com ele, ao contrário do que aconteceu até agora, as negociações não ficarão apenas no nível técnico.

"Existe um ambiente político para a retomada da negociação e também para que haja um monitoramento político regular. Não é só deixar que negociação caia num nível técnico durante semanas e meses sem que haja qualquer tipo de avaliação", afirmou.

Cronograma
Uma primeira avaliação política está prevista para meados de dezembro, depois da reunião do Mercosul, marcada para 9 de dezembro. Patriota disse que nesse encontro será marcado o cronograma das avaliações políticas.

As negociações entre os dois blocos para o acordo de livre-comércio se arrastam desde 1995. Da parte do Mercosul, o maior problema são as barreiras europeias aos produtos agrícolas. Os europeus reclamam que o Mercosul não está disposto a abrir o setor de serviços.

Da parte da Espanha, a ideia seria ter o acordo fechado ainda durante o período de seis meses da presidência espanhola do bloco europeu, que começa em 1º de janeiro do próximo ano.

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